E-commerce vai continuar a crescer em Portugal

2018-01-31 Nativos digitais, experiência optichannel, análise preditiva, IoT, inteligência artificial, realidade virtual, big data e block chain serão as grandes tendências do e-commerce para 2018. Isto depois deste mercado ter voltado a crescer no ano passado, com 36% dos portugueses a realizarem compras num total de 4,6 mil milhões de euros, de acordo com números da ACEPI e da IDC.

No ano passado, a percentagem de portugueses a utilizar a internet foi de 73% (48% em 2009), valor que deverá aumentar para 91% até 2025. Já no que respeita ao número de portugueses a fazer comprar online, foi de 36% em 2017 (13% em 2009), devendo alcançar os 59% em 2025. Os números são da última edição do estudo Economia Digital em Portugal, desenvolvido pela ACEPI, em parceria com a IDC.

Este estudo, que mostra os resultados alcançados pelo e-commerce em Portugal em 2017 e identifica as principais tendências para 2018, antecipa que o volume das compras online realizadas pelos portugueses em 2017 tenha sido de 4,6 mil milhões de euros (1,7 mil milhões de euros em 2009), devendo aumentar para 8,9 mil milhões de euros até 2025. Já no que se refere ao volume de negócios efetuado online pelas empresas e pelo Estado no ano passado, foi de 70 mil milhões de euros (24 mil milhões de euros em 2009), esperando-se seja de 132 mil milhões de euros até 2025.

Apesar de em 2017 se ter verificado uma evolução positiva no valor das compras online feitas em websites portugueses, 50% das compras foram feitas fora de Portugal. O que mostra que existe muito espaço para as empresas portuguesas aumentarem a sua presença na internet e a sua pegada no comércio eletrónico. Em 2016, apenas 27% das empresas portuguesas efetuaram negócios online (9% das microempresas; 25% das pequenas empresas; 36% das médias empresas; e 54% das grandes empresas) e só 17% do seu volume de negócios foi proveniente de clientes no estrangeiro.

"Vivemos um momento crucial de viragem, onde empresas portuguesas têm no comércio eletrónico uma excelente oportunidade para endereçarem mais facilmente um mercado de proporções incomparáveis, que poderá alterar de forma decisiva o equilíbrio da balança comercial digital a favor de Portugal. A tecnologia representa uma nova forma das empresas se poderem diferenciar, evoluir e aproveitarem novas oportunidades de negócio num contexto de competitividade galopante à escala global”, refere Alexandre Nilo Fonseca, presidente da ACEPI.

Para este ano, conteúdo, comércio, comunidade, contexto, personalização e pesquisa vertical serão as palavras chave do e-commerce. Além do novo perfil emergente dos consumidores 4.0, que se irá consolidar de forma mais acentuada, o e-commerce também refletirá a rápida transformação digital dominada pela cloud, mobile, big data e redes sociais que está a ocorrer de forma transversal em toda a economia. Onde os aceleradores tecnológicos da inovação, como a IoT, AI, a realidade virtual e o block chain, têm um papel cada vez mais relevante.

Por isso, e de acordo com a ACEPI, os CxO que quiserem ser bem-sucedidos deverão eleger como prioridades para o digital em 2018 as novas audiências; novas fontes de receita; novos modelos de negócio; desenvolvimento de produtos e serviços centrados nos clientes; CRM; estratégia opticanal; eficiência operacional; novas competências de recursos humanos e talentos. Assim como considerar novos canais de distribuição.

De acordo com a associação, esta 4ª década digital é dominada pela explosão da utilização da internet, nomeadamente através dos smarthphones, e das redes sociais à escala global. O que resultou num crescimento exponencial do comércio eletrónico em todo o mundo.

As maiores disrupções nos modelos de negócio tradicionais provocadas pela digitalização centram-se sobretudo na experiência do cliente, já que as novas tecnologias digitais impulsionaram mudanças significativas na forma como os consumidores comunicam entre si, efetuam as suas transações comerciais e interagem com as marcas e as empresas. 

Tendo o perfil do consumidor mudado de forma acentuada, os seus níveis de exigência e as suas expectativas em relação à qualidade, rapidez da resposta das marcas e dos serviços das empresas, bem como à capacidade destas resolverem eventuais incidentes que possam ocorrer no decurso da sua experiência aumentou de forma exponencial. O que colocou novos desafios aos serviços prestados pelas empresas

Assim, este ano antecipa-se a consolidação da realização da experiência do e-commerce através de vários dispositivos, sendo que a compra pode ser iniciada num dispositivo móvel e concluída num desktop ou vice-versa (showrooming e webrooming). Haverá também uma presença crescente em várias plataformas, através das apps e das API's.

A abordagem das empresas aos novos modelos de negócio terá que contemplar, além do online, as redes sociais, o móvel, e as lojas físicas (cuja tendência é para se tornarem cada vez mais em showrooms). Neste contexto, é preciso conhecer profundamente o consumidor, impulsionar melhores recomendações, utilizar sistemas de previsão rigorosos e abrangentes, e retirar partido dos benefícios oferecidos pela big data.

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