Ecossistema do big data em debate

2017-05-17 O potencial do big data é imenso. E está, cada vez mais, a ser usado para produzir informação que aporta valor às organizações, trazendo-lhes novos modelos de negócio e novas ofertas diferenciadoras. Privacidade e segurança dos clientes são temas acautelados das mais variadas formas. No âmbito das comemorações do Dia Mundial das Telecomunicações e da Sociedade de Informação 2017, lideradas pela Fundação Portuguesa das Comunicações (FPC), o debate centrou-se no "Ecossistema do Big Data".

Neste debate, inserido na sessão institucional de comemoração, estiveram presentes representantes de dois operadores. Carlos Leite, em representação da APDC, não tem dúvidas de que o big data traz para o setor das telcos uma enorme oportunidade na construção de valor. Tendo dois grandes ativos - clientes e dados - o setor tem que saber endereçar "propostas de valor personalizadas e diferenciadoras". Nesta nova realidade digital, "os direitos fundamentais da privacidade e da segurança são uma preocupação de todos nós", mas "há um conjunto de processos, metodologias e de ferramentas que permitem acautelá-los, refere.

Tanto a PT como a Vodafone estão já a explorar o potencial do big data para inovar. Filipa Martins, da PT MEO, exemplifica com o portal SAPO do grupo, onde está a ser instalada uma plataforma de gestão de dados que tem como objetivo conseguir segmentar as audiências, permitindo aportar valor tanto para os anunciantes como para os utilizadores.

Também na Vodafone, Pedro Gonçalves destaca a aposta em criar valor e trazer benefícios para a sociedade, nomeadamente em setores como a saúde, transportes ou seguros. Mantendo sempre a privacidade dos dados. Vítor Santos, da APDSI, destaca também a importância de avaliar estes temas da privacidade e da liberdade individual na utilização dos dados. É que "estamos a voltar a questões base com a evolução da tecnologia."

O responsável da Vodafone encara o futuro com otimismo, até porque a evolução digital é uma realidade em acelerado desenvolvimento a que todos temos que nos adaptar. "Vamos avançando, fazendo testes e criando novos produtos e serviços que o cliente usa da melhor forma possível e às vezes até surpreende. Há todo um mundo novo que permite novos modelos de negócio e novas ofertas", refere.

Carlos Leite defende a necessidade de haver uma linha orientadora, que seja benéfica para todas as empresas. Nesse sentido, a APDC tem desenvolvido muitas ações, potenciando a partilha de ideias. E "estamos no bom caminho", garante, destacando que Portugal tem a dimensão adequada para poder liderar um conjunto de iniciativas e de ações pioneiras. Este é um "ativo para sermos inovadores, aproveitando a transformação digital para crescer e nos impormos na nova economia", acrescenta.

Sobre o futuro, todos se mostram otimistas. Embora admitam que fazer previsões a prazo, num mercado tão dinâmico como o do digital, e mais concretamente no big data, é difícil. Certo é que os operadores estão a trabalhar ativamente para extrair o maior valor possível, com benefícios para as suas organizações e para os seus clientes. E há ainda muito trabalho a ser feito, garantem.

O diretor da APDC garante que "estamos no bom caminho. Depois dos investimentos nas redes, os operadores estão agora a apostar na sua monetização. E com as futuras redes 5G será ainda mais fácil a adoção da IoT, facilitando o dinamismo digital". Acresce que, na sua perspetiva, os operadores têm hoje a noção de que sozinhos não conseguem endereçar as necessidades do mercado. Por isso, apostam cada vez mais em parcerias, nomeadamente com as TI e com os OTT's. Carlos Leite garante que "não vale a pena inventar a roda. O conhecimento dos utilizadores é um ativo diferenciador de cada organização, pelo que a ciência da gestão de dados será cada vez mais relevante".

Recorde-se que o Dia Mundial das Telecomunicações e da Sociedade de Informação se comemora-se anualmente a 17 de maio. Este ano, o tema definido pela União Internacional das Telecomunicações (UIT) foi o "Big Data for Big Impact". Pretende-se evidenciar o potencial do big data e explorar formas de transformar dados imperfeitos, complexos e, muitas vezes, desestruturados, em informação válida no contexto do desenvolvimento.

Em Portugal, as comemorações decorrem na FPC, onde, para além da realização da sessão institucional, foram organizadas exposições e uma atividade especial para o público escolar.

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