Empresário Mário Ferreira compra 30,22% da Media Capital

2020-05-14 Mário Ferreira, dono da Douro Azul, vai passar a ser o segundo maior acionista da Media Capital. O empresário já chegou a acordo com a Prisa, que lhe vão vender 30,22% do capital do grupo de media que detém a TVI por 10,5 milhões de euros. Os espanhóis mantêm a maioria do capital, com uma fatia de controlo de 64,47%. Ambas as partes estão obrigadas a manter as suas posições acionistas até final do ano.

O prazo dado para as negociações exclusivas entre ambas as partes, anunciadas a 24 de abril, terminavam exatamente hoje. O valor da compra avalia o grupo Media Capital em cerca de 130 milhões de euros, tendo como referência o final do 1º trimestre. Fica assim bem abaixo do que foi encontrado no acordo feito pelos espanhóis da Prisa com a Cofina, de 205 milhões de euros, também ele revisto em baixa, face ao inicialmente acordado, de 255 milhões. Recorde-se que o dono da CMTV acabou por desistir da operação.

De acordo com um comunicado da Prisa, a operação será feita através da Pluris Investiments, detida por Mário Ferreira e Paula Ferreira. E que avaliação de 130 milhões da Media Capital tem já em consideração o potencial impacto do COVID-19. Assume-se ainda que esta operação representa para o grupo espanhol uma perda de 29 milhões de euros, inserindo-se na sua política de desinvestimento.

O comunicado refere também que Mário Ferreira assumiu o compromisso de, de uma forma coordenada com a Prisa, procurar novos potenciais investidores para a Media Capital, facilitando desta forma o desinvestimento do grupo espanhol em Portugal. Foram ainda acordadas entre as duas partes "determinadas condições", ainda a comunicar hoje à CMVM.

A Prisa reitera "que considera a Pluris um investidor adequado para a Media Capital, considerando o seu compromisso em promover um projeto que fortaleça a posição da Media Capital no mercado, assim como a sua competitividade e eficiência, fornecendo apoio financeiro, se necessário, e suportando a equipa e gestão com o seu conhecimento".

Foi ainda revelado que o acordo parassocial estabelecido entre a Vertix (Prisa) e a Pluris Investments, de Mário Ferreira, obriga que as partes mantenham as ações na Media Capital até 31 de dezembro, ficando assim estabelecido um `lock-up period`, em que acionistas e investidores estão impedidos de vender as suas ações.

No caso em que, decorrido o período de bloqueio, uma parte deseje transferir as suas ações da empresa, "tem de notificar essa intenção à outra parte, que, dentro de 15 dias após a notificação indicará se deseja alienar, nos mesmos termos que o notificado", diz um comunicado da Prisa.

"O acordo entra em vigor na data de sua assinatura e terá prazo de vigência de um ano, que será renovado automaticamente por períodos de um ano, salvo aviso prévio de término dado por uma das partes pelo menos seis meses antes da expiração do prazo inicial ou de qualquer uma das suas renovações", adianta.


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