Empresas portuguesas abaixo da média europeia na aplicação de IA

2018-10-10 A Microsoft Portugal apresentou o estudo “Inteligência Artificial na Europa”, desenvolvido pela EY, que revela que as
As empresas portuguesas estão abaixo da média europeia no que se refere à aplicação de Inteligência Artificial (IA) na sua atividade, apesar deste ser um tema prioritário na agenda das administrações. Cerca de 45% das organizações ainda não iniciou qualquer piloto de IA, quando na Europa a média é de 29%. Mas 82% revela ter programada a entrada em fase piloto ou o lançamento de iniciativas de IA. As conclusões são de um estudo conduzido pela Ernst & Young e divulgado pela Microsoft, que destaca assim que se a introdução desta tecnologia no mercado nacional está a crescer, há ainda muito trabalho a fazer para o país alcançar a maturidade desejada.

Este trabalho mostra que 68% das empresas revelaram que a introdução de IA nas suas organizações é um assunto relevante para as respetivas administrações, o que já não acontece ao nível dos colaboradores não executivos. Aliás, 50% das empresas portuguesas dizer que a IA é gerida numa lógica “Top-Down”, enquanto a média europeia é de 35%.
Ainda assim, 64% das empresas nacionais reconhece que a IA terá um impacto significativo nas respetivas indústrias, nomeadamente através de novas empresas e startups, bem como de novos produtos, serviços e modelos de negócio. Um valor acima da média europeia, que se situa nos 37%, e que tem motivado um crescente investimento das empresas nesta área.

Constatou-se também que a IA é a grande prioridade digital das empresas portuguesas e que estas soluções estão, sobretudo, concentradas nas áreas de TI, digital, serviço a cliente e investigação & desenvolvimento. O estudo destaca o top 3 de riscos identificados para o negócio. As obrigações regulamentares encabeçam a lista, com mais de 50% das empresas nacionais a considerar que são necessárias guidelines claras e regulamentos quando se implementam soluções de IA, seguindo-se o impacto no pessoal e o overload de informação e de dados, como desafios para a implementação. Aprendizagem mecânica e robots inteligentes são as tecnologias de IA consideradas mais relevantes, apesar das soluções que mais utilizam sejam as de previsão e automação.

 “A IA está aqui para ficar e é foco para a Microsoft há já vários anos. O ritmo a que evolui agora não tem precedentes. O impacto que a IA pode ter no planeta – em pessoas e negócios – provam o seu potencial. É inspirador ver a forma como pode ajudar em diagnósticos médicos, na área da saúde, como serve de acelerador de inovação nas organizações e como ajuda a transformar a administração pública ou os serviços a clientes e cidadãos – sendo que as áreas de otimização de operações e relação com os clientes são já das mais avançadas”, diz Paula Panarra, General Manager da Microsoft Portugal.

“É interessante perceber, com este estudo, que as organizações priorizam a compreensão da IA e antecipam um elevado impacto nos negócios. Embora a maioria das organizações esteja ainda na fase de implementação de projetos-piloto, o impacto esperado é muito elevado quer no core do negócio, quer em novos produtos que surjam como resultado da aplicação de soluções de IA. Este estudo ajuda-nos a sensibilizar as organizações para a necessidade de abraçar esta tecnologia enquanto potenciadora do engenho e da capacidade humana. A Microsoft Portugal está ao lado das organizações nacionais por forma a apoiá-las neste caminho”, acrescenta.

Recorde-se que IA é definida pela capacidade de uma máquina desempenhar ações cognitivas normalmente associadas ao ser humano, tais como o raciocínio lógico, a resolução de problema e o processamento de elevados volumes de dados. Inclui, por isso, soluções de previsão, automação, identificação de tendências, personalização e prescrição.

O estudo “Inteligência Artificial na Europa” foi desenvolvido através de um inquérito e de entrevistas realizadas junto de gestores e especialistas em TI, de mais de 277 empresas europeias, 22 das quais portuguesas. Entre elas estivera, o CEiiA, Crédito Agrícola, EDP, Galp Energia, Grupo Ascendum, Grupo Nabeiro – Delta Cafés, Grupo Pestana, Grupo Visabeira, Liga Portuguesa de Futebol, Lusíadas Saúde, Luz Saúde, Mota-Engil, Novabase, Ramada Investimentos, Sakthi Portugal, Salsa, Sonae, Sonae Arauco, The Navigator Company, WIT Software.

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