Francisco de Lacerda anuncia renúncia e sai dos CTT

2019-05-13 Depois de cerca de sete anos a liderar o grupo, Francisco de Lacerda, vice-presidente do conselho de administração e CEO dos CTT, demitiu-se dos CTT. O gestor terminava o atual mandato no final do ano, mas depois de vários meses de polémicas e de pressões, optou por sair já. Para próximo CEO é apontado João Bento, atual administrador não executivo em representação do acionista português, a Manuel Champalimaud SGPS.

Em comunicado à CMVM, os CTT referem que a renúncia de Francisco de Lacerda resulta de ter entendido ser do interesse do grupo proceder nesta fase “a uma transição da liderança da equipa executiva”. Isto porque estão consolidados “os 3 pilares críticos da estratégia aprovada para o mandato 2017/2019”, destacando “o lançamento do plano de transformação operacional e o plano de modernização e investimento, assim como a modernização e crescimento da atividade de encomendas e a criação e consolidação do Banco CTT”.

O comunicado diz que agora o operador postal deve “focar-se na preparação dos desafios que os CTT enfrentarão no mandato 2020/2022, com destaque para o quadro contratual e regulatório da concessão do serviço postal universal”.

Adianta-se que será promovida a sua substituição, informando-se atempadamente o mercado de quem será o sucessor.
Já é dada como praticamente certa a entrada de João Bento para CEO, gestor que é atualmente membro não executivo dos CTT em representação da ex-Gestmin, atual Manuel Champalimaud (que detém 12,56% dos CTT, sendo o seu maior acionista privado), onde é vice-presidente e CEO desde 2015.

Os CTT têm vivido nos meses mais recentes dias conturbados a vários níveis, apresentando uma descida acentuada dos lucros, com a consequente redução de dividendos, assim como uma assinalável desvalorização das ações em bolsa. Na quinta-feira passada, alcançaram um novo mínimo de sempre: 2,324 euros, contra os 5,20 euros da privatização, realizada no final de 2013.

Acresce um processo de reestruturação que não foi fácil e sucessivas intervenções e imposições do regulador, por não terem alcançado as metas no âmbito da prestação do serviço universal postal. O grupo postal ter saído de pelo menos 33 concelhos, fechando as respetivas estações de correios, pelas contas do regulador, que antecipa que o número possa subir para 48 concelhos. Outro tema de discussão tem sido a eventual passagem dos CTT de novo para a esfera pública.

Já se falava há muito de uma eventual mudança do líder do grupo e na recente assembleia-geral, de abril último, um conjunto de acionistas, incluindo Manuel Champalimaud, recusou aprovar o voto de confiança à administração dos CTT.

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