Governo testa blockchain com GovTech

2018-05-03 Já abriram as candidaturas ao GovTech, um novo concurso para financiar projetos empreendedores e inovadores com impacto social nos 17 objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU. No projeto, será usada tecnologia blockchain, que permitirá um modelo de seleção de candidaturas que passa pela votação do público, e uma moeda virtual, que serve para contabilizar investimentos (também virtuais) nos projetos selecionados.

Assim, para este concurso que vai premiar produtos e serviços inovadores criados por startups para responder a desafios globais de desenvolvimento sustentável, foi criado um utility token, como forma de democratizar a escolha dos vencedores e atrair os mais jovens. Trata-se de uma espécie de moeda digital sem valor financeiro, que é usada somente dentro da plataforma do concurso como unidade para votar nos projetos. “

O GovTech é um concurso público em que startups podem, a partir desta quarta-feira, concorrer com projetos que alinhem com um dos 17 objetivos de desenvolvimento sustentável aprovados pela Organização das Nações Unidas que formam a agenda global para o desenvolvimento sustentável, conhecida como Agenda 2030.

As inscrições estão abertas até 8 de junho e os três vencedores irão receber prémios de 30 mil euros cada, um protocolo de colaboração com o Estado para desenvolver e testar o produto ou serviço, um espaço em incubadora nacional, apoio à internacionalização e acesso à Websummit.  Depois do prazo de candidaturas, segue-se até 22 de junho a verificação e a votação pelo juri e pelo público, através da moeda virtual.  Os seis candidatos mais votados até 15 de setembro terão oportunidade de apresentar os seus protótipos num evento final, onde serão nomeados os três vencedores,

Para participar, é necessário ter uma chave-móvel digital (usada como garantia de segurança), criar uma conta no GovTech e receber um conjunto de GovTechs, as unidades virtuais. Depois, pode-se ganhar ou acumular moedas GovTechs através de várias iniciativas que vão desde trazer mais um amigo ou fazer uma partilha. O objetivo não é premiar ideias, mas sim protótipos que já tenham modelo de negócio e alguma consistência. Por isso se exige mais dos empreendedores do que acontece em muitos concursos do género.

Além do teste à tecnologia blockchain, o Governo vê ainda outro grande potencial no GovTech, a exportação de projetos. Pelo que as startups são desafiadas a responder a um dos desafios de desenvolvimento sustentável, que são globais: erradicar a pobreza; erradicar a fome; saúde de qualidade; educação de qualidade; igualdade de género; água potável e saneamento; energias renováveis e acessíveis; trabalho digno e crescimento económico; indústria, inovação e infraestruturas; reduzir as desigualdades; e cidades e comunidades sustentáveis.
 

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