Grupos de media avançam com Plataforma Nónio

2019-01-24 O projeto foi lançado em setembro de 2017 e acaba de ser concretizado. Chama-se Nónio e assume-se como um sistema de registo gratuito que permite o acesso a cerca de 70 sites de informação. Estes representam a generalidade da imprensa nacional e os principais grupos de media, que se juntaram para reforçar a sua presença no mercado publicitário digital, dominado por gigantes como a Google e Facebook.

Através desta plataforma, os grupos de media pretendem obter dados dos utilizadores de forma a apresentar publicidade mais direcionada, à semelhança do que fazem gigantes de internet como a Google, assim como para outras ações comerciais. A plataforma permite aceder a um número limitado de notícias, sendo que para navegar sem restrições terá que se fazer um registo, bastando indicar o nome, apelido, email. Só o acesso aos conteúdos reservados a assinantes continuará a ser pago, não sofrendo alterações com a introdução do Nónio.

De acordo com o site, trata-se de uma ferramenta de segmentação de audiências pioneira no mundo, sendo um passo fundamental para personalizar a publicidade de acordo com os interesses dos utilizadores. Estes podem fazer o respetivo registo através de email, mas também através da respetiva conta no Facebook, Twitter, Google, LinkedIn, Paypal e Windows.

O projeto Nónio incluiu os sites da Cofina, Global Media, Grupo Renascença Multimédia, Impresa, Media Capital e o Público. Juntos, juntos, são responsáveis por 70 sites que reúnem 85% da audiência nacional de internet. E nasceu do objetivo de reforçarem a sua presença no mercado publicitário digital, fazendo frente ao domínio de gigantes globais como o Google e o Facebook. Só estas duas captam, em Portugal, 70% do investimento publicitário no digital. Os restantes 30% são disputados por todos os outros sites.

Toda a informação recolhida será gerida por uma empresa independente de todos os grupos, sendo que nesta primeira fase do Nónio, a informação só pode ser usada para ações comerciais. Cada grupo terá apenas acesso à informação que gerar, junto da sua audiência, mas não à informação dos outros grupos participantes.

O Nónio (o nome de um instrumento de navegação inventado no século XVI pelo matemático português Pedro Nunes) foi cofinanciado em 900 mil euros pelo fundo DNI, que tem um total de 150 milhões de euros disponibilizados pela Google para projetos de imprensa na Europa.
 

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