Impresa sobe lucros para 2,5 milhões no primeiro semestre

2018-07-25 A dona da SIC conseguiu no primeiro semestre do ano um resultado líquido de 2,51 milhões de euros, um valor cerca de 30 vezes superior ao registado um ano antes, de 85,6 mil euros. Um valor que expurga os rendimentos e gastos estimados para o portefólio de revistas, alienado em janeiro à Trust In News por 10,2 milhões de euros.

Já as receitas apresentaram um ganho marginal de 0,2%, fixando-se em 86,8 milhões de euros, destacando-se as receitas com publicidade, que subiram 2,3%, para 55,4 milhões de euros. O EBITDA semestral foi de 10,2 milhões de euros, destacando-se a SIC, com um EBITDA de 11,2 milhões, o que traduz um crescimento de 56,9%.

Contabilizando apenas o segundo trimestre do ano, a Impresa passou de um prejuízo de 632,8 mil euros nos primeiros três meses do ano (com uma melhoria homóloga de 77,1%) para lucros de 3,1 milhões de euros entre abril e junho, mais 10,6% do que um ano antes.

No semestre, os custos operacionais recuaram 4,9%, para 76,6 milhões de euros, o que é atribuído pela empresa à descida dos custos com programação e dos custos com pessoal, assim como a menor atividade dos IVR (chamadas telefónicas).

A dívida líquida, incluindo locações financeiras, ficou nos 185,7 milhões de euros, menos 3,4 milhões do que em junho de 2017. O grupo de media destaca a que a "redução da divida mais lenta, especialmente no segundo trimestre, se deveu ao financiamento do projeto de expansão do edifício Impresa e aos novos estúdios. Em junho passado, vendeu o Edifício Impresa ao Novo Banco, realizando uma operação de lease-back por um período de 10 anos pelo valor de 24,2 milhões de euros.

Por áreas de negócio, a televisão viu a receitas recuarem 25 no semestre, fixando-se em 72,8 milhões de euros. O que é explicado, essencialmente, pela quebra de 31,8% nas receitas de IVR (chamadas telefónicas), com o fim dos programas "A Vida nas Cartas" e "Juntos à Tarde". No entanto, “uma criteriosa gestão dos prémios e custos permitiu aumentar a margem de contribuição, apesar da quebra do volume de receitas”.

As receitas de publicidade ficaram em 48,6 milhões de euros (mais 0,9%), impactadas positivamente pelo Mundial 2018. Já as receitas de subscrição de canais caíram 1,6%, para 19,48 milhões, assim como as outras receitas, que desceram 13,2% com a queda na venda de conteúdos.

No publishing, as receitas subiram 13%, para 12,7 milhões de euros, com as receitas de circulação a recuarem 1,2%, para 4,6 milhões de euros, num período marcado pelo encerramento da edição em papel da revista Blitz e pelo aumento do preço de capa do semanário Expresso. Já as receitas de subscrição digital do Expresso continuam a subir. No semestre, cresceram 24,5%, representando 14,4% das receitas de circulação, cerca de 663,6 mil euros. Esta área agrega, para além do Expresso, a Blitz, Novas Soluções de Media, Boa Cama Boa Mesa e a gestão comercial de propriedades digitais não detidas pela Impresa, como o Linkedin em Portugal e do MSN. 

“O primeiro semestre demonstrou que estamos no bom caminho com o cumprimento do nosso Plano Estratégico. Estamos a recentrar o nosso negócio, focando-o no audiovisual e no digital, potenciando as nossas marcas fortíssimas e antecipando os hábitos de consumo dos portugueses. Os lucros do semestre cresceram exponencialmente, não só devido ao crescimento das receitas publicitárias em todas as nossas áreas de atuação como também pelo corte nos custos operacionais, incluindo na grelha da SIC", destaca, em comunicado, o CEO da Impresa, Francisco Pedro Balsemão.

"O segundo semestre marcará o início de uma fase muito importante para a Impresa, com a concentração da SIC e do Expresso no mesmo edifício em Paço de Arcos, o que terá certamente um impacto positivo na nossa operação", acrescenta.

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