INCoDe.2030 tem mais 23 milhões para competências digitais

2018-12-12 Há mais 23 milhões de euros de investimento público para as competências digitais, no âmbito da estratégia desenvolvida pelo INCoDe.2030. Há também mais iniciativas a arrancar, como a Estratégia Nacional de Inteligência Artificial, novas Redes Regionais de Qualificação e Especialização Digital e a Rede Integrada de Serviços Públicos de Telecomunicações, para melhorar e garantir internet nas escolas do ensino básico e secundário. As novidades foram anunciadas na 2ª Conferência do Fórum Permanente para as Competências Digitais, que está a decorrer hoje em Lisboa.

O objetivo deste encontro foi dar a conhecer os projetos já em curso, assim como analisar novas ideias para promover as competências digitais para uma cidadania ativa nos cinco eixos deste programa integrado de política pública para as competências digitais, lançado em abril de 2017: inclusão, educação, qualificação e empregabilidade, especialização e investigação.

Assim, e no âmbito do financiamento anunciado pelo Governo, os 23 milhões serão investidos entre 2019 e 2021, estando divididos por quatro eixos. Para a inclusão, estão reservados oito milhões de euros destinados para a iniciativa “Comunidades Criativas para a Inclusão Digital”, o programa “Girls and Women in IT” e o acesso generalizado dos serviços públicos e privados aos meios digitais.  Para a educação, vão seis milhões, para reforço da extensão das competências de TIC dos mais jovens, nomeadamente através do programa “Computação na Escola”.

Já para o eixo qualificação, foram atribuídos cinco milhões para a formação em competências digitais em sistemas informáticos avançados, programação, automação e robótica, e na formação avançada a nível pós-graduado em tecnologias da informação, comunicação e eletrónica. E o eixo especialização terá quatro milhões para especializar e requalificar licenciados em TIC.

Na abertura da conferência, Rogério Carapuça, Presidente do Fórum para as Competências Digitais e Presidente da APDC, anunciou ainda que para avaliar o progresso e os resultados do programa nacional, papel atribuído ao Fórum Permanente para as Competências Digitais, será ainda criada uma comissão externa internacional de acompanhamento anual de alto nível, constituída por três especialistas europeus: o High Level International Advisory Board.

Já Pedro Guedes de Oliveira, Coordenador Geral do INCoDe.2030, fez um balanço das iniciativas entretanto desenvolvida, destacando que se trata não de um programa no formato tradicional mas de uma “agenda” ou uma “missão”. Com ela, procura-se obter uma crescente inclusão digital, uma maior aprendizagem nas áreas de TIC e uma força de trabalho mais qualificada, que aumente a competitividade e crie uma nova vaga de empreendedorismo. E a meta de 2030 já está a chegar. Basta que se pense que as crianças que agora iniciam a sua formação escolar vão concluir em 2030 a escolaridade obrigatória.

A ministra da Presidência e da Modernização Administrativa admite estar contente com os resultados obtidos. Mas adverte que é preciso andar muito até 2030 para se cumprirem os objetivos definidos pelo programa. “Foi bom termos chegado aqui, mas o que temos para fazer agora é muito mais exigente”, afirmou, lembrando por exemplo que há ainda 22% da população portuguesa que não tem acesso ao digital. Trata-se de um grande investimento que se pode fazer no futuro para evoluirmos como país e sociedade.

A ministra referiu-se ainda à aposta na AP, onde já existem resultados, nomeadamente na área da formação e da investigação, destacando os 19 projetos de inteligência artificial já no terreno, em parceria com a comunidade científica. “Nunca vi uma parceria que tivesse corrido tão bem”, destacou, adiantando que vão ainda abrir dois novos concursos nesta área, um para projetos mais maduros e outros para projetos em fase experimental.

No balanço feito ao INCoDe.2030, destaque para as 10 comunidades criativas para a Inclusão digital, cujo objetivo é desenvolver modelos de ação para a inclusão digital em municípios do interior do país. Assim como, no eixo da Educação, para os projetos de “Programação e Robótica no Ensino Básico”, que envolveu mais de 1.100 professores e impactou cerca de 65 mil alunos e a iniciativa nacional promovida no âmbito do Dia da Defesa Nacional, em que mais de 100 mil jovens adultos receberam formação sobre questões de utilização segura de internet.

No âmbito do eixo qualificação, as formações específicas nas áreas TIC já promovidas, para melhorar a produção de conteúdos e serviços online, abrangeram mais de 12,5 mil pessoas. E no eixo especialização, o destaque vai para o número significativo de candidatos às áreas TIC no Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior: 5,5 mil já escolheram esta área como 1ª opção, ou seja, 12% do total dos candidatos.

Por fim, no eixo investigação, o programa em Ciência dos Dados e Inteligência Artificial na Administração Pública, promovido pela FCT, foi um dos projetos bandeira destes primeiros 18 meses. Nos 19 projetos de IA da AP, em parceria com instituições do sistema científico, foi realizado um investimento de 4,3 milhões de euros. A Saúde foi a área mais beneficiada, seguindo-se as áreas de mobilidade, emprego e transportes.

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