Indra mostra resultados dos testes com veículos autónomos

2019-03-01 O consórcio do projeto AUTOCITS, liderado pela Indra, apresentou os resultados dos primeiros testes com veículos autónomos realizados em Portugal. Foram divulgados os avanços do projeto europeu de inovação, que testou a condução autónoma em Lisboa, Madrid e Paris, cidades do denominado Corredor Atlântico da RTE-T.

A apresentação foi realidada no 6th Open Workshop do projeto AUTOCITS, liderado pela Indra, onde foi feita uma demonstração com shuttles autónomos que ligaram o Terminal de Cruzeiros de Lisboa às estações de comboio e metro de Santa Apolónia.

Para além da Indra, que coordena o projeto a nível europeu, participaram neste evento os vários parceiros do projeto, entre eles a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, o Instituto Pedro Nunes e a Universidade de Coimbra, o evento contou ainda com a participação de entidades ligadas à tecnologia dos veículos autónomos e conectados, à infraestrutura rodoviária, bem como com as Forças de Segurança.

O Projeto AUTOCITS tem como principais objetivos estudar o enquadramento legal da condução autónoma; implementar, testar e avaliar os serviços “Day 1” do C-ITS para veículos autónomos de acordo com a regulamentação de trânsito aplicável; disponibilizar recomendações para a regulamentação e implementação em larga escala; e cooperar com outras iniciativas.

No projeto-piloto de Lisboa, realizado em outubro passado, durante 4 dias nos dois sentidos da CREL, entre os nós da Pontinha (km 10) e de Odivelas (km 17), os serviços C-ITS testados contribuíram para ampliar a “visão” do veículo autónomo através de alertas sobre congestionamentos de trânsito, notificações sobre veículos lentos ou estacionados e avisos sobre condições climatéricas adversas. Para a realização dos testes foram utilizados eventos simulados.

Uma equipa técnica de Madrid composta pela Indra e a Universidade Politécnica de Madrid, veio a Portugal com um dos seus veículos autónomos e equipamento ITS, utilizados no projeto-piloto da capital espanhola, testar a interoperabilidade do sistema.

Para o projeto-piloto realizado em Madrid desenvolveram-se três serviços C-ITS que permitiram que o veículo autónomo tomasse decisões através de avisos como, por exemplo, notificações sobre obras nas estradas, situações de congestionamento ou de condições climatéricas adversas.

Estes serviços C-ITS foram integrados na solução de gestão de tráfego e túneis Horus, de desenvolvimento próprio da Indra, para o qual foi criado um novo módulo que permite gerir o envio de informação ao veículo autónomo ou conectado assim como aproveitar todos os dados que este tipo de veículos produzem, processando-os em tempo real e oferecendo informação de valor para a tomada de decisões dos gestores, dos próprios veículos conectados e dos condutores dos veículos convencionais.

A plataforma Horus, implementada na nuvem, obtém informação das incidências através do canal de informação da Direção Geral de Tráfego (DGT), mais concretamente através do protocolo DATEX2, um standard europeu para o intercâmbio de informação entre centros de controlo de tráfego.

Também já se instalaram no cenário do projeto-piloto o busVAO da A-6 que liga com a circunvalação M-30 em Madrid, as unidades de estrada RSU (Road Side Units), que dispõem de várias tecnologias de comunicação ITS-G5 e comunicações móveis. Estes equipamentos enviam a informação para os veículos autónomos e conectados quando estiverem a circular pela via reversível de alta ocupação da A-6.

Em Paris, para além deste tipo de avisos de situações perigosas foram notificados os engarrafamentos proporcionando informação sobre a velocidade ou vias recomendadas, alternativas, etc., utilizando a comunicação I2V a partir do centro de controlo para os veículos autónomos. Os testes foram realizados na autoestrada A-13 nos arredores da cidade.

Tanto o projeto-piloto de Madrid como o de Lisboa e Paris são pioneiros no Corredor Atlântico e foram dos primeiros na Europa que incluíram testes de veículos autónomos de diferentes fornecedores, em ambientes fechados e abertos ao trânsito convencional em vias urbanas, suburbanas e ligações com autoestradas. Os serviços e sistemas que se testaram numa determinada cidade foram intercambiados com os das restantes duas para comprovar que são interoperáveis e funcionam corretamente.

Para além da Indra, participam no projeto AUTOCITS a Direção Geral de Tráfego (DGT), a Universidade Politécnica de Madrid (UPM), a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), a Universidade de Coimbra (UC), o Instituto Pedro Nunes (IPN) e a Institut National de Recherche en Informatique et en Automatique (INRIA); (INRIA). O projeto tem um orçamento de 2,6 milhões de euros e financiamento do programa europeu CEF (Conecting Europe Facility).

O projeto AUTOCITS está ainda a colaborar com outras iniciativas de I+D+i existentes à escala europeia neste âmbito, como por exemplo, a plataforma C-Roads e o projecto C-Roads Spain, assim como com outras entidades interessadas em projetos relacionados com o veículo conectado e autónomo.

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