Instagram e WhatsApp ganham terreno ao Facebook em Portugal

2019-09-24 Se o Facebook se mantém como a rede social onde mais portugueses criaram um perfil, a notoriedade espontânea top of mind do Instagram duplicou de 2018 para 2019 e o número de pessoas com conta no WhatsApp duplicou em três anos, sendo já a segunda rede com mais utilizadores. Ambas estão a ganhar cada vez mais terreno em notoriedade e em hábitos de utilização no mercado nacional.

A conclusão é da edição de 2019 do estudo “Os Portugueses e as Redes Sociais”, da Marktest, segundo o qual o Facebook, embora continue a ser a rede social dominante em Portugal, a sua notoriedade apresenta uma ligeira tendência de quebra, desde 2017, no que respeita à primeira referência a redes sociais conhecidas pelos inquiridos do estudo.

Em contrapartida, o Instagram apresenta no mesmo período uma forte tendência de subida, duplicando o volume de primeiras referências a redes sociais por parte dos inquiridos. Desde 2013, já multiplicou por 5 o número de referências espontâneas entre os inquiridos neste estudo da Marktest, estando já nos 85%, contra os 98% do Facebook.

Esta tendência tem um reflexo evidente no número de contas que os inquiridos têm em cada rede social: se o Facebook continua a ser a rede mais usada, com mais de 95% de inquiridos com conta criada, o Instagram já quadruplicou o número de utilizadores desde 2013, aproximando-se já dos 68% de portugueses com perfil nesta rede.

Também com forte tendência de crescimento está o WhatsApp, que praticamente duplicou a penetração nos últimos 3 anos e é já a segunda rede social mais utilizada, com 74% dos inquiridos a assumirem ter conta na plataforma. O Messenger, avaliado pela primeira vez na edição de 2019 do estudo, entrou diretamente para a 2ª posição em penetração, com perto de 71% de inquiridos com conta.

O estudo revela ainda que a tendência para o abandono de uso de redes sociais em Portugal está em quebra, com apenas 18,8% dos utilizadores de redes sociais a afirmarem ter deixado de usar alguma redes social nos últimos 12 meses. Entre os que abandonaram alguma rede, o Snapchat foi a mais citada (31,6% daqueles), seguindo-se o Twitter (22,5%), o Facebook (19,3%), o LinkedIn (17,6%) e o Tumblr (15,7%). A falta de interesse foi o principal motivo apontado para o abandono.

No que respeita à forma de acesso dos portugueses às redes sociais, o smartphone continua a ser o equipamento dominante (com quase 90% de referências), apresentando-se os computadores e os tablets com ligeiras tendências de quebra.

“Os Portugueses e as Redes Sociais” é um estudo realizado pela Marktest desde 2011, com o objetivo de conhecer índices de notoriedade, utilização, opinião e hábitos dos portugueses face às redes sociais.  A informação foi recolhida através de entrevistas online, realizadas entre os dias 10 e 29 de julho de 2019, tendo por base um questionário de autopreenchimento. A amostra foi constituída por 809 entrevistas a indivíduos entre os 15 e os 64 anos, residentes em Portugal Continental e utilizadores de redes sociais.
 

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