Inteligência artificial em destaque na Web Summit

2017-11-08 A inteligência artificial voltou ontem a dominar os debates do Centre Stage da Web Summit, um dia depois do convidado especial da edição deste ano, o físico Stephen Hawking, ter alertado por vídeo, sobre o facto da AI poder ser "a melhor ou a pior coisa para a humanidade". Não se sabendo hoje os impactos que esta nova revolução tecnológica poderá ter a prazo nem o que se poderá atingir, Hawking deixou claro que é preciso estar alerta para os perigos. É que poderemos mesmo ser "destruídos pela inteligência artificial", sendo por isso imperativo ter a consciência dos perigos e encontrar soluções para eles.

Um dos oradores que passou pela Altice Arena, Max Tegmark, do Future of Live Institute, considerou mesmo que controlar a AI e vencer a corrida é um desafio real, que passará por uma mudança de estratégia e medidas de controlo e segurança. "Tem que se pensar cuidadosamente em tudo o que pode correr bem. Só assim se terá sucesso na visão. Temos que ter uma AI mais beneficiadora e não mais poderosa", adiantou.

Para este responsável, a AI tem que ser "uma fonte de novas soluções e não uma fonte de novas formas de matar pessoas a baixo custo. Espero ver isto dentro de uma década". E deixou o alerta: "a tecnologia está a desapontar as pessoas e a desencadear novas realidades, como a eleição de Trump e o Brexit. Temos que nos juntar e focar-nos na resolução dos problemas. E temos que começar já. As máquinas estão cada vez mais inteligentes e autónomas. É uma questão de saber que tipo de futuro queremos criar para a humanidade".

A provar que as máquinas estão cada vez mais inteligentes e autónomas, como o enorme desenvolvimento da AI, que já lhes permite aprender sozinhas, estiveram em palco dois robôs, dois carros autónomos e drones. A robot Sophia, que ganhou recentemente cidadania, atribuída pelo governo da Arábia Saudita, e o robot Einstein tentaram responder à questão: "A inteligência artificial vai salvar-nos ou destruir-nos?".

Sophia garante que "nós, robots, não temos vontade de destruir nada. Mas vamos tirar-vos os trabalhos". Já Einstein afirmou que os robots "ajudam os humanos, não o contrário. Nãos e trata de um problema tecnológico, mas de uma questão de valores. Os robots vão absorver os valores humanos e esse poderá vir a ser o problema". Ambos vieram à Web Summit promover a Singularity Net, uma plataforma que oferece um serviço de inteligência artificial para softwares e cujo objetivo é quanto mais for usada, melhor vai sendo.

Em palco estiveram também dois carros autónomos. O primeiro da Waymo, demonstrando que os carros já andam sozinhos e em segurança já são uma realidade nas estradas dos Estados Unidos, em Phoenix, no Arizona. O presidente executivo da Waymo, John Krafcik, garante que graças a uma plataforma de AI, este é o carro mais avançado que já foi desenvolvido até hoje. Está desenhado para ter autonomia plena. Consegue por exemplo, ver objetos a 3D a 300 metros de distância.

Também a Intel mostrou o seu carro autónomo. O seu presidente executivo, Brian Krzanich, considera que os dados "estão a transformar-se numa das mais valiosas commodities do planeta, o novo petróleo. Vão transformar o futuro e estão a impulsionar inúmeras oportunidades. Uma delas é a inteligência artificial".

Esta é uma área de aposta da Intel em várias áreas. Nos carros autónomos, onde o reconhecimento de imagem é feito com inteligência artificial, e é também já uma realidade na gigante de chips mundial.  E a provar que a inteligência artificial não é só um dispositivo, "está e vai estar em todo o lado", demonstrou como a tecnologia melhora o funcionamento de computadores e outros dispositivos. como óculos de realidade virtual.

Uma das inovações é através de uma PEN USB da Intel com um chip de processador neural. Permite por exemplo melhorar a tecnologia de drones, que passam a detetar pessoas e até tubarões e a agir em tempo real. A AI está também a ser usada pela Intel no combate à exploração sexual infantil, através do reconhecimento facial.

Mas houve outros debates sobre o futuro em palco. Como o de saber o que significa ser humano e se, dentro de 20 ano, seremos ou não ciborgues. Ou sobre como os líderes das empresas se sentem solitários nos seus cargos. E sentem-se mesmo, apesar de desenvolverem estratégias de cultura de empresa para combater esta solidão.

A bolha das moedas digitais, com as chamadas ICO, ou a evolução da conversação com a AI, pela mão de Stan Chudnovsky, responsável pelo Messenger, do Facebook, foram outros temas. Ou até a abertura da bolsa do Nasdaq, que aconteceu uma vez mais em Lisboa. O CEO da Oracle, Mark Hurd, também lá esteve, tal como o Dr. Oz e François Hollande, entre muitos outros, neste 2º dia do evento internacional.

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