#LIS: Ecossistema de inovação tem que crescer

2018-06-08 As grandes empresas estão muito mais abertas apoiar o empreendedorismo e apostar no investimento em startups. Uma boa notícia para o ecossistema, cujo nível de maturidade ainda está muito aquém do desejável. Para ganhar massa critica e ganhar dimensão escala, o caminho passa por pensar global e aprender com os empreendedores mais experientes. Estas foram algumas das ideias do debate sobre “Betting on Europe: Is it Possible to Build the Next Big thing in the UE?”, que decorreu no âmbito Da edição deste ano do Lisbon Investment Summit (#LIS), evento organizado pela Beta-i.

Neste debate, moderado por Rogério Carapuça, presidente da APDC, ficou claro que o mercado europeu precisa de passar por uma profunda transformação, se quiser competir com outros mercados, nomeadamente os Estados Unidos. É que continua a ser um espaço muito fragmentado, com estádios de evolução completamente distintos nos seus países membros e entre as cidades, no que respeita aos apoios e incentivos. O que não beneficia o ecossistema empreendedor europeu, alertou José del Barrio, da Samaipata Ventures.

As questões culturais surgem como um grande tema no espaço comunitário, como destacou José Paiva, da Landing.jobs. “Precisamos de resolver os problemas das grandes diferenças culturais depressa”, considerou, deixando claro que esta é a principal razão pela qual muitas empresas globais não reforço a sua presença na UE, uma vez que sabem que os seus modelos de negócio não vingam neste continente.

Edite Cruz, da Bright Pixel, considera que tem havido uma grande evolução nos anos mais recentes no que respeita à estratégia das grandes empresas, agora “muito mais abertas a trabalhar com startups”, seja como clientes, investidores ou parceiros. Adianta ainda que seria benéfico para os projetos de jovens empreendedores poderem aprender com os mais experientes, assim como passar dos manifestos à ação, definindo e avançando com formas concretas de apoio ao ecossistema de inovação.

Ao nível ibérico, os anos mais recentes têm revelado uma grande evolução na direção certa. Mas há que acelerar, o que passa, como explica José del Barrio, por alguns drivers. Nomeadamente pensar desde o primeiro minuto que os projetos têm que ser globais, para terem capacidade de competir com os melhores. Só assim terão massa critica para escalar e serem relevantes.

Tendo a Europa um problema de escalabilidade, o caminho terá que passar por criar startups de base tecnológica, que terão muito mais hipóteses de serem relevantes no mercado global. “Think big and start small2 tem que ser a regra, para ganhar massa critica e escala. Com foco no cliente e na capacidade a atrair investidores.
Nos dois dias do# LIS, cerca de dois mil participantes tiveram acesso a palestras, painéis e oportunidades de networking.

De acordo com Pedro Rocha Vieira, co-fundador e CEO da Beta-i, “o #LIS é um evento informal e genuíno, e essa é uma das características que importa manter. É preciso crescer, mas preservando a dimensão humana das relações e este encontro tem esse objetivo: uma experiência fantástica para os investidores e para as startups, para as empresas e para
os participantes. Sentimos que o #LIS é cada vez mais um evento de afirmação de Lisboa no ecossistema europeu”.

“Mais do que trazer grandes investidores, o objetivo é dar palco ao que está a acontecer no ecossistema. Queremos ajudar a criar uma nova consciência, para que os investidores institucionais apostem no ecossistema e invistam em players nacionais, porque sem estes é difícil termos um ecossistema mais maduro e sólido. No fundo, é preciso mais dinheiro no ecossistema e fundos mais virados para o exterior, para potenciar o chamado deal flow, que tem vindo a decrescer. Para isso, é preciso que algumas das grandes empresas comecem a investir algum dinheiro em operadores de capital de risco, isso é crítico", acrescenta.

Um dos pontos altos do evento passou pela apresentação das conclusões de um estudo sobre capital de risco em Portugal. A principal ideia a retirar é de que o ecossistema empreendedor português está ainda em crescimento. O volume do investimento feito em startups em 2017 foi 30% superior ao realizado em 2016, sendo que o investimento médio é de 330 mil euros. Cerca de 60% deste investimento é para a fase Seed. As áreas de maior aposta são as de saúde, media e marketing e software.  O ecossistema nacional conta já com três unicórnios, ou startups avaliadas em mais de mil milhões de dólares: à Team.We e à Farfetch juntou-se ainda este mês a Outsystems.

Estiveram presentes mais de 200 investidores, 750 startups, e 400 quadros empresariais, no maior evento do género em Portugal, reforçando o posicionamento de Lisboa como uma das principais capitais de startups da Europa.

O Lisbon Investment Summit é uma organização da Beta-i, em parceria com a Câmara Municipal de Lisboa, e conta com o apoio da Bright Pixel (Sonae IM), IE Business School e Turismo de Portugal, e de empresas como a Altice, Amazon, AM |48, Data Pitch, Google, Semapa Next, Euronext, Grupo José de Mello, Morais Leitão Alibaba, BMW, Armilar Ventures, PME Investimentos, Red Angels, Samsung ou SIBS.

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