Lucros dos CTT caem 28% impactados pela reestruturação

2019-02-20 Rendimentos operacionais recorrentes a cresceram 1,4%, graças à evolução positiva do mix de produtos no negócio de correio e ao crescimento dos rendimentos operacionais a dois dígitos no Expresso & Encomendas e no banco postal. Lucros a recuarem 28%, impactados pelos custos do plano em curso de transformação operacional. Os resultados dos CTT em 2018 mostram que a estratégia desenvolvida está a ser bem-sucedida, como afirma o presidente executivo do grupo postal, Francisco de Lacerda.

No total, o grupo registou em 2018 rendimentos operacionais recorrentes de 708 milhões de euros, mais 1,4% que um ano antes. Um aumento impulsionado pela evolução positiva do mix de produtos no negócio de Correio, que compensou a queda do tráfego de correio endereçado, e pelo crescimento dos rendimentos operacionais de 12,3% na área de Expresso & Encomendas e de 27,0% no Banco CTT.  E que permitiram também aos CTT cumprir o seu guidance de EBITA recorrente, crescendo 0,6% para 90,4 milhões de euros.

O grupo também já conseguiu gerar poupanças de 15 milhões de euros nos gastos operacionais recorrentes, em resultado do seu Plano de Transformação Operacional, e acima do objetivo para o exercício, que era de 13,8 milhões.

Segundo o líder dos CTT, em comunicado, “o plano de reorganização da rede de retalho destinava-se a 2018, não estando previstas novas situações que não fossem já conhecidas. Iniciámos em 2019 um ciclo de investimento que se prolongará para 2020, aplicando 40 milhões de euros na modernização da rede postal e logística, melhorando a eficiência, a qualidade e as condições de trabalho dos carteiros”.

No entanto, o resultado líquido reportado foi impactado pelos gastos com indemnizações por rescisão de contratos de trabalho por mútuo acordo, na ordem dos 20,5 milhões de euros. Ficaram em 19,6 milhões de euros, menos 28% que em 2017. A administração vai propor a distribuição pelos acionistas de um dividendo de 10 cêntimos por ação, bem abaixo dos 30 cêntimos pagos no exercício anterior.

Por áreas de atividade, no Correio, que representam 69% do total de rendimentos, o efeito positivo do mix de produtos justifica o crescimento nos rendimentos de 0,8%, apesar da queda de tráfego de correio endereçado de 7,6%, superior à esperada, para 680,7 milhões de objetos. Já no Expresso & Encomendas manteve-se a performance, com um aumento de 12,3% nos rendimentos operacionais recorrentes, para 151,2 milhões de euros. Nos Serviços Financeiros, a queda dos rendimentos operacionais foi de 23,4%, para 42,3 milhões de euros, em resultado da redução da colocação dos Certificados do Tesouro, cujo produto anterior foi substituído em outubro de 2017 por outro de menor rentabilidade.

O Banco CTT obteve m crescimento dos depósitos de 42,8%, para 884 milhões de euros e uma quota no final de 2018 de 2,8% na produção de crédito à Habitação. O comunicado refere que no final do ano “mais de 400 mil portugueses confiaram no Banco CTT como a sua instituição financeira, em particular o segmento populacional dos millenials”. Para reforçar a sua atividade, o banco adquiriu em julho do ano passado a 321 Crédito, empresa de referência no financiamento de automóveis usados em Portugal, que irá reforçar a diversificação de portefólio de produtos e otimizar o balanço do banco CTT. Espera-se a conclusão da operação para o segundo trimestre de 2019, aguardando autorização do Banco de Portugal e do Banco Central Europeu.

2019-03-22 | Atualidade Nacional

Em parceria com NOVA, Politécnico do Porto, Inesc e Beta-i


Serviços comerciais têm lançamento para início de abril


2019-03-25 | Breves do Sector

Stadia poderá chegar no final do ano a alguns mercados


2019-03-25 | Breves do Sector

Para transformar operações e reduzir custos