Lucros dos CTT descem 56% em 2017

2018-03-08 A queda do tráfego de correio físico, associada aos custos com recursos humanos e à entrada da Transporta no grupo explicam a descida em 56,1% dos lucros do grupo CTT em 2017. No total, conseguiu 27,3 milhões de euros. Ainda assim, vai distribuir 57 milhões de euros de dividendos aos acionistas, o correspondente a 38 cêntimos por ação. A Assembleia Geral do operador postal está agendada para 18 de abril.

A empresa assume, no entanto, que os dividendos no futuro vão ser ajustados ao Plano de Transformação Operacional anunciado no final e 2017 e em curso até 2020, para “responder à necessidade de transformação do negócio do correio, ajustando estruturas e processos a um nível de atividade inferior ao do passado”

"Os CTT têm uma estrutura financeira sólida, não se endividam para pagar dividendos. Havia um compromisso público é isso que é cumprido. No futuro será de outra forma. Os acionistas a qualquer momento farão o que entenderem", referiu o CEO, Francisco Lacerda, na conferência de imprensa de apresentação dos resultados.

“Para o futuro, os CTT já fizeram saber que a empresa vai regressar à sua política de remuneração acionista anterior, baseada numa percentagem do resultado líquido gerado anualmente", adiantou.

No total, os CTT registaram rendimentos de 714 milhões de euros no ano passado, sendo 16 milhões da venda do edifício da antiga sede e 698 milhões da atividade, o que representou um amento de 0,4% face a 2016. A evolução positiva do negócio de Expresso e Encomendas, do Banco CTT e da aquisição da Transporta contribuíram para este valor. Já o negócio de correio registou um decréscimo de rendimentos recorrentes de 1,1%, para 527 milhões de euros, num ano em que a queda do tráfego de correio endereçado se agravou para 5,6% (4,2% em 2016) e o correio não endereçado caiu 1,1% (crescimento de 5,1% em 2016).

Já o negócio de Expresso e Encomendas cresceu 7,7%, para 82 milhões, graças a um aumento sustentado de 3,3% no negócio CEP (Courier, Express & Parcels), na aquisição da Transporta. A atividade de transporte de documentos da banca desceu 20,7%. Também nos Serviços Financeiros, a queda nos rendimentos recorrentes foi de 2,7%, impactados pelo fim do acordo com a Altice e o decréscimo dos rendimentos de pagamentos. Por sua vez, o Banco CTT, no seu primeiro ano completo de operação, cresceu, com rendimentos de 8 milhões.

Também os gastos operacionais recorrentes subiram 5,6%, para 608 milhões, com a Transporta, atividades de Expresso & Encomendas e o Banco CTT. Acresce o aumento de custos com os recursos humanos. O EBITDA recuou 24,8%, para 89,90 milhões.

Recorde-se que em outubro, quando anunciou os resultados do terceiro trimestre e desceu as previsões para o exercício, os CTT tinham anunciado uma proposta para redução do dividendo por ação dos 48 cêntimos para 38 cêntimos.
No âmbito do plano de reestruturação, já saíram dos CTT 161 pessoas, tendo os encargos assumidos no ano passado sido de 11,9 milhões de euros. Está prevista a saída de mais 800 funcionários nos próximos três anos. O grupo encerrou o ano com 12.163 trabalhadores, mais 14 face a 2016. É que, apesar da diminuição do número de efetivos, houve um aumento dos trabalhadores contratados a termo certo.

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