Meios de pagamento vão liderar economia digital

2019-01-29 Os meios de pagamento vão ocupar um papel central no fornecimento de dados para a economia digital nos próximos anos. Para 2019, as grandes tendências estão relacionadas com o open banking e iniciativas no âmbito do dinheiro eletrónico, a “segunda vida” dos pagamentos com códigos QR, os meios de pagamento digitais e os pagamentos Imediatos. As previsões são do mais recente relatório da Minsait, uma empresa da Indra, sobre Tendências de Meios de Pagamento.

O estudo refere que embora todos os negócios caminhem no sentido de se converterem numa data driven company (DDC), o negócio dos meios de pagamento foi pioneiro quando adotou um enfoque assente nos dados, para responder às normativas existentes, por um impulso inovador ou por concorrência do mercado.

Nesta sequência, as novas normativas à volta do opeñ banking, em concreto da PSD2 na Europa, vão marcar o caminho para esta transição nos próximos anos. Acrescem ainda duas linhas de soluções diferentes: o ressurgimento dos códigos QR e o cash-back e um conjunto de iniciativas à volta dos meios de pagamento digitais, pagamentos imediatos, dinheiro eletrónico e projetos piloto sobre identidade digital assentes em blockchain. 

Estas tendências prestam informação de valor, a base da economia digital. O que contribuirá para impulsionar a transição para a economia digital, um modelo de negócio assente na exploração e exportação das estruturas de dados existentes (tradicionais e novas) através de tecnologias disruptivas, como o big data ou o data science, para identificar novas oportunidades de criação de valor, produtos e serviços.

O estudo mostra que nos meios de pagamento, a inovação impulsionada pelos novos agentes do setor e as normativas existentes, levaram os PSP (Payment Service Provider) tradicionais a constituírem-se como novas propostas de valor para os clientes. Embora em alguns casos estejam a começar a definir o perímetro dos dados que possuem, noutros já estão muito avançados em inovação, e aproximam-se do conceito open banking.

Também se confirma o “renascimento” dos códigos QR, que já estão a ser utilizados de forma massiva em muitos países, tendo em conta que resolve carências de infraestrutura e ligações. A sua aceitação é muito significativa em mercados que apresentam um aumento do dinheiro eletrónico. De acordo com o Relatório, as alterações normativas de 2018 vão permitir que em 2019 surjam novos atores e se desenvolvam modelos de negócio inovadores no âmbito digital para criar valor a partir dos dados.

O futuro dos meios de pagamento também está condicionado pela implementação de novos modelos de bancos digitais. O relatório refere que se está a intensificar a associação de entidades bancárias com as fintech especializadas na provisão de financiamento ao consumo.
Tendo em conta o crescimento contínuo do comércio eletrónico em todos os países, que atua como um elemento dinamizador da transformação digital, levando a novas formas de banca online e à necessária omnicanalidade nos pagamentos, os cartões de crédito ou débito continuam a ser o veículo de compra por excelência na rede.

Portugal apresenta uma elevada taxa de compradores online. Cerca de 95,1% da população com conta bancária e acesso à Internet já realizaram compras online. Os meios de pagamento preferidos são os cartões (54,4%), seguidos dos pagamentos por transferência (21,2%).

Neste relatório Portugal destaca-se, ainda, como o país que conhece mais apps de pagamento com telemóvel. Cerca de 63,4% dos clientes bancários conhecem aplicações para pagamento com telemóvel em estabelecimentos comerciais e 32,4% utilizam-mas. Já 71% conhecem apps para pagamento com telemóvel entre particulares e 42,8% utilizam-nas, sendo Portugal o país, deste estudo, que mais utiliza este meio de pagamento entre particulares.
A Minsait, uma empresa Indra, é líder em consultoria de transformação digital e tecnologias da informação em Espanha e na América Latina.

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