NOS e Vodafone fazem acordo de partilha e desenvolvimento de redes móveis

2020-10-22 A NOS e a Vodafone Portugal anunciaram um acordo histórico para partilha de ativos e desenvolvimento de redes móveis de abrangência nacional. Antecipam que permitirá um desenvolvimento mais rápido e eficiente das redes móveis em todo o país, já que a parceria assenta num modelo de investimento sustentável, tendo assim ambas condições para aumentar a cobertura de rede móvel e a qualidade dos seus serviços.

Com este acordo, pretendem ainda promover uma maior coesão territorial, responder às necessidades reais e diferenciadas das populações, e dar resposta aos desafios que a atual conjuntura social e económica coloca.  Em comunicado conjunto, os dois operadores destacam que a parceria "assenta no princípio de partilha de ativos de rede por parte dos operadores envolvidos, não deixando cada uma garantir e sublinhar a total independência na definição e prestação dos serviços aos seus clientes finais, mantendo sempre o controlo estratégico de cada uma das redes".

Assim, e nos termos da parceria, nas zonas de menor densidade populacional, tipicamente rurais e no interior do país, os dois operadores farão uma utilização comum de infraestruturas de suporte às suas redes móveis (torres, mastros, etc.) e partilharão os seus equipamentos ativos de rádio (antenas, amplificadores e demais equipamentos), sem que haja partilha de espetro.

Desta forma, prestarão os seus serviços com base nas tecnologias em utilização 2G, 3G e 4G de uma forma mais eficiente. A acomodação do 5G no presente acordo está dependente da decisão autónoma de cada operador de implementar ou não a tecnologia.

Adicionalmente, nas zonas de maior densidade populacional, tipicamente maiores aglomerados urbanos, vão explorar sinergias acrescidas na partilha de infraestrutura de suporte às redes móveis, alojando os seus equipamentos ativos nessas infraestruturas. Este movimento permitirá racionalizar custos operacionais, favorecendo a prestação eficiente dos seus serviços.

"Esta parceria estratégica, pioneira no país, permitirá à NOS expandir e reforçar a sua rede móvel em todas as tecnologias. A parceria traz claros benefícios para todos os nossos clientes, particulares e empresariais, nomeadamente mais e melhor oferta, e o mesmo serviço de excelência. Ao mesmo tempo, abre caminho para o desenvolvimento da sociedade digital, potenciando o desenvolvimento de produtos e serviços inovadores, que tenham a capacidade de transformar a forma como vivemos, como trabalhamos, como aprendemos e como preparamos as nossas empresas para o futuro. A partilha de infraestruturas móveis permite, ainda, reduzir a nossa pegada ecológica, enquanto incrementa a coesão territorial e a inclusão digital, fatores essenciais a um desenvolvimento sustentável de todo o País. Com este acordo, a NOS renova o seu compromisso de realização de investimentos mais eficientes e sustentáveis, e reforça a confiança dos seus clientes e demais stakeholders", afirma Miguel Almeida, CEO da NOS.

"Este acordo acontece num período especialmente crítico para o país e desafiador para o sector. Crítico porque a resiliência da economia e da sociedade em geral coloca pressão acrescida sobre as redes de telecomunicações. Desafiador pela dimensão e premência dos investimentos que são exigidos aos operadores. Assim, a par da manutenção de uma estratégia de prestação de serviços de qualidade e promotores da coesão territorial e social com benefícios para os nossos clientes e para o país, exigem-se investimentos eficientes, sustentáveis e ecologicamente responsáveis. É nesta perspetiva que o presente acordo visa fortalecer a plataforma tecnológica a partir da qual são prestados serviços essenciais à vida quotidiana, potenciando-se ainda o lançamento de serviços inovadores, capazes de melhorar a qualidade de vida dos portugueses e/ou tornar modelos de negócio mais competitivos, acelerando a necessária transição digital do País", acrescenta Mário Vaz, CEO da Vodafone.

"A partilha de redes nos moldes agora definidos responde positivamente aos desafios do atual contexto, oferecendo inegáveis vantagens na redução de impactos ambientais e dos custos de implantação e desenvolvimento, permitindo mais investimento em serviços de qualidade para todos os clientes", reforça Mário Vaz.

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