NOS ganha mais clientes e sobe lucros no 1º trimestre

2018-05-11 As receitas e os lucros da NOS voltaram a subir entre janeiro e março deste ano, num trimestre onde o operador viu os custos recuarem. A reforçar o investimento nas redes, viu o número de clientes voltar a subir. Quase metade já tem serviços convergentes fixo-móvel.

A NOS registou no primeiro trimestre do ano um aumento de 3% nos resultados líquidos, alcançando 33,8 milhões de euros. Também o EBITDA subiu 3%, para 146,7 milhões de euros. Já o crescimento das receitas foi de 0,7%, tendo os proveitos das telecomunicações aumentado 0,9%.

No total, o grupo liderado por Miguel almeida obteve receitas de 383 milhões de euros, tendo o negócio das telecomunicações alcançado os 365,7 milhões de euros. Já as receitas de audiovisuais e exibição cinematográfica recuaram 9%. Os resultados operacionais aumentaram 33,3% para 51,8%.

Já os custos recuaram 0,7%, contribuindo para a melhoria do EBITDA. Os custos financeiros foram de 6,2 milhões, marginalmente menores que há um ano, pelos "menores custos com juros, impulsionados pela melhoria contínua do custo médio da dívida". A dívida financeira líquida fixou-se nos 1,050 mil milhões de euros.

O CAPEX total foi de 87,7 milhões de euros no trimestre, valor similar ao primeiro trimestre de 2017, tendo o investimento em telecomunicações aumentado 5%, para 80,8 milhões de euros. A empresa reforçou o investimento no desenvolvimento das redes fixa e móvel, enquanto o investimento nos clientes decresceu 21,5%, para 32,2 milhões, com o abrandamento da atividade comercial, que levou a um menor investimento na aquisição de clientes.

Em termos operacionais, a NOS registou um crescimento de 3,3% no total dos serviços (RGUs), para um total de 9,454 milhões. Por áreas, os subscritores móveis cresceram 4,8%, para 4,7 milhões, o que equivale a uma quota de mercado superior a 24,8%. No trimestre, conseguiu 30,6 mil adições líquidas, nível semelhante ao de trimestre homologo, graças ao crescimento de 52,6 mil clientes nos serviços pós-pagos, ao mesmo tempo que se registou um decréscimo nos cartões pré-pagos de 22,1 mil. No total, tem 56,3% dos clientes móveis em serviços pós-pagos. Um ano antes, eram 54,7%.

Já os clientes de TV por subscrição de acesso fixo aumentaram em 2,8 mil (mais 1,5%), para um total de 1,295 milhões. Da base total de 1,615 milhões de clientes de TV por Subscrição, os clientes servidos por satélite diminuíram para 319,6 mil, com a disponibilidade de redes fixas de nova geração em zonas geográficas adicionais, com a subsequente migração dos clientes de satélite para plataformas de acesso superiores. Os clientes de banda larga cresceram 4,2% e de voz fixa 1,3%.

A empresa refere que a “convergência é ainda o principal impulsionador do crescimento”, sendo que no trimestre quase metade dos clientes tinham pacotes convergentes fixo-móvel, mais 6% face a período homologo, para um total de 739,6 mil.

A receita média por cliente no segmento residencial situa-se nos 44,3 euros, ligeiramente mais baixo que no primeiro trimestre de 2017 o que a empresa explica "pelo facto de não ter sido implementado um aumento de preços de forma transversal em 2018, levando a uma comparação mais desafiante face ao período homólogo".

No B2B, a NOS refere que continua focada na proteção da base de receitas e na expansão do perímetro de serviços, com destaque para TI e gestão de serviços de dados. A conclusão dos investimentos em data centres no final de 2017 aumentou significativamente a capacidade disponível, fortalecendo as ofertas.

Quando ao acordo de partilha de fibra assinado com a Vodafone, a NOS apenas adianta se “encontra nas fases iniciais de implementação, estando previsto acelerar no 2S18, impulsionando o ritmo de crescimento dos clientes de acesso fixo”.

Na assembleia geral que ontem se realizou, a NOS aprovou um pagamento de dividendos de30 cêntimos por ação relativa às contas de 2017, que será feito a 25 de maio. O valor representa um aumento de 50% do dividendo em relação ao ano anterior, colocando o payout (percentagem de lucros distribuída) nos 131%. No total, a empresa vai desembolsar 154,5 milhões de euros, acima dos resultados efetivamente registados, de 96,55 milhões, a que acrescem 7,42 milhões de resultados transitados e 50,57 milhões de euros de reservas livres.

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