Pandemia impacta negativamente resultados semestrais da NOS

2020-07-22 "O semestre que agora terminou constituiu um dos momentos mais desafiantes na ainda curta história da NOS. A pandemia COVID-19 colocou, e continua a colocar, a empresa à prova nas suas mais diversas frentes". É assim que o CEO da NOS inicia a sua mensagem no relatório e contas do grupo de comunicações do primeiro semestre do ano, que mostram uma queda homologa de 61% nos lucros e de 7,6% nas receitas.

De acordo com Miguel Almeida, o grupo "foi capaz de responder aos desafios e endereçar os riscos que se materializaram", com a rápida ativação de um Gabinete de Crise, garantindo a saúde e segurança dos seus trabalhadores, parceiros e clientes e a continuidade das suas operações. O que se revelou fundamental para assegurar "a continuidade de muitos negócios, de atividades críticas para a sociedade, como a prestação de cuidados de saúde, e o acesso virtual ao ensino ou a atividades de lazer que mitigaram as dificuldades das famílias".

Não tendo dúvidas de que "o futuro próximo continuará a ser desafiante", o gestor garante que vai manter a sua estratégia, apesar "da crescente, incompreensível e absolutamente injustificada hostilidade regulatória para com o setor das comunicações eletrónicas".

Assim, a NOS registou no semestre receitas de exploração de 666,6 milhões de euros, menos 7,6% que em junho do ano passado. As receitas de telecomunicações decresceram 5%, para 652,8 milhões de euros, sendo que dentro do segmento Consumo, a redução é explicada sobretudo pelo declínio das receitas de canais premium desporto.  A área de cinema e audiovisuais registou uma forte desaceleração a partir do início de março, com as receitas a caírem 44%, para 30,7 milhões de euros. O EBITDA recuou 6,3%, para 310,6 milhões de euros.

Os lucros consolidados foram de 35 milhões de euros, com um recuo de 61%, explicado pelos  efeitos da pandemia COVID-19 e o aumento de custos não recorrentes, nomeadamente o aumento de provisões para fazer face ao aumento de dívidas incobráveis, efetuada no primeiro trimestre, entre outros. O contributo das empresas associadas também se deteriorou de forma significativa, com uma contribuição negativa da SportTV e da ZAP, devido ao registo de imparidades e provisões.

Neste primeiro semestre, o número de serviços prestados pela NOS aumentou 223 mil ou 2,3% para 9,761 milhões. Os serviços de televisão aumentaram 1,9% para 1,648 milhões, enquanto que os serviços de comunicações móveis evoluíram 2,1% parra 4,870 milhões. O número de casas com acesso à rede de nova geração fixa aumentou 4,2% para 4,685 milhões.

Em paralelo, o grupo manteve um forte investimento neste semestre, em particular na área de telecomunicações. Os investimentos centraram-se sobretudo na expansão das redes de comunicação de nova geração fixa e móvel. O CAPEX total, excluindo os contratos de leasing, foi de 171,8 milhões de euros.

Em termos operacionais, a NOS conseguiu "uma performance muito resiliente", nomeadamente com um aumento de subscrições verificadas. Nas famílias, o consumo manteve-se estável, sentindo-se alguma pressão no segmento de PME, que tem subjacente o encerramento parcial ou completo das suas atividades. A redução drástica do turismo e viagens internacionais motivou igualmente uma redução nas receitas de roaming. A oferta dos canais premium desportivos durante dois meses, motivou de igual forma, uma quebra nas receitas.

O número de serviços prestados aumentou 223 mil, ou 2,3% para 9,761 milhões no 1º semestre, face ao período homólogo de 2019. Por segmentos, o número de serviços móveis registou um aumento de 101 mil, contando no final de junho com 4,8 milhões. O número de clientes de televisão por subscrição também registou uma variação positiva de 1,9%, para 1,6 milhões.

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