Portugal escolhido para instalar um dos oito novos supercomputadores europeus

2019-06-11 Portugal, mais concretamente o Minho, acaba de ser um dos países escolhidos para instalar um dos oito novos supercomputadores europeus, a par de Sófia (Bulgária), Ostrava (República Checa), Kajaani (Finlândia), Bolonha (Itália), Bissen (Luxemburgo), Maribor (Eslovénia) e Barcelona (Espanha). O projeto visa tornar a Europa uma região de supercomputação mundial de alto nível, apoiando investigadores, indústria e empresas comunitárias no desenvolvimento de aplicações em áreas como medicina personalizada, conceção de medicamentos e materiais, bioengenharia, previsão meteorológica e alterações climáticas.

A supercomputação é uma prioridade-chave do Programa Europa Digital da UE, que goi proposto pela Comissão Europeia (CE) em maio do ano passado, no âmbito do próximo orçamento de longo prazo da UE, que inclui uma proposta de 2,7 mil milhões de euros para o financiamento da supercomputação na Europa entre 2021 e 2027.

Com este objetivo, foi criada em novembro último a Empresa Comum EuroHPC, que vai dotar a UE de uma infraestrutura de supercomputação de craveira mundial até ao final de 2020. Em fevereiro deste ano, a Empresa Comum lançou os primeiros convites à manifestação de interesse, para selecionar os sítios que irão acolher os seus primeiros supercomputadores até final de 2020. Foram lançados dois convites: um para as entidades de acolhimento de supercomputadores à petaescala e um para as entidades de acolhimento de supercomputadores precursores à exaescala.

Foram agora anunciados os 8 locais selecionados para os centros de supercomputação que vão acolher os novos computadores de alto desempenho. No total, 19 dos 28 países que participam na Empresa Comum farão parte dos consórcios que gerem os centros. Em conjunto com os fundos da UE, isso representará um orçamento total de 840 milhões de euros.

Em comunicado da CE, o vice-presidente do Mercado Único Digital, Andrus Ansip, refere que “estes sítios disponibilizarão aos nossos investigadores acesso a supercomputadores de craveira mundial, um recurso estratégico para o futuro da indústria europeia. Os investigadores poderão assim tratar os seus dados dentro da UE e não fora dela. Constitui um avanço importante para a Europa poder atingir um nível superior de capacidade de computação. Ajudar-nos-á a progredir em tecnologias orientadas para o futuro, como a Internet das Coisas, a inteligência artificial, a robótica e a analítica de dados”.

“Esta iniciativa demonstra como o investimento conjunto entre a UE e os seus Estados-Membros de apoio a um objetivo comum pode contribuir para fazer da Europa um líder no setor das altas tecnologias, com benefícios significativos para todos os cidadãos e empresas da Europa. Estamos agora a olhar para o futuro orçamento da UE a longo prazo e para o nosso Programa Europa Digital, no âmbito do qual propusemos um investimento significativo para a implantação de uma infraestrutura de dados e de supercomputação de craveira mundial”, acrescenta o comissário do Orçamento e Recursos Humanos, Günther Oettinger.

Para a comissária para a Economia e Sociedade Digitais, Mariya Gabriel, “a Empresa Comum Europeia para a Computação de Alto Desempenho é um bom exemplo de como os países da UE podem cooperar com vista a impulsionar a inovação e a competir a nível mundial nestas tecnologias altamente estratégicas. Estou convicta que os novos supercomputadores que estes sítios irão acolher reforçarão a competitividade da Europa no domínio digital. Temos demonstrado o poder da nossa abordagem europeia, que trará benefícios concretos para os nossos cidadãos e ajudará as nossas PME”.

O comunicado refere que a Empresa Comum, juntamente com os sítios de supercomputação selecionados, tenciona adquirir 8 supercomputadores: 3 precursores de máquinas à exaescala (capazes de executar mais de 150 petaflops, ou 150 mil biliões de cálculos por segundo) que se contarão entre os 5 supercomputadores mais potentes a nível mundial), e 5 máquinas à petaescala (capazes de executar, pelo menos, 4 petaflops, ou 4 mil biliões de operações por segundo).

Espera-se que a capacidade de computação do precursor de sistemas à exaescala seja 4 a 5 superior à dos atuais sistemas de supercomputação mais potentes da Parceria para a Computação Avançada na Europa (PRACE). Juntamente com os sistemas à petaescala, irão duplicar os recursos de supercomputação disponíveis para utilização a nível europeu, o que significa que será possível disponibilizar acesso a um número muito superior de utilizadores.

Nos próximos meses, a Empresa Comum assinará convenções com as entidades de acolhimento selecionadas e com os seus consórcios de acolhimento. Essas convenções refletirão a forma como funcionará o processo de aquisição das máquinas, bem como as respetivas autorizações orçamentais da Comissão e dos países membros. Espera-se que os supercomputadores estejam operacionais no segundo semestre de 2020 e fiquem ao dispor dos utilizadores europeus do meio académico, da indústria e do setor público. Todos os novos supercomputadores estarão ligados à rede pan-europeia de alta velocidade GEANT, tal como os supercomputadores existentes que fazem parte da PRACE.

2019-09-13 | Atualidade Nacional

Roadshow internacional do grupo vai passar pelo mercado nacional


2019-09-12 | Atualidade Nacional

Regulador e operador avançam como comunicados e acusações


Pelas suas práticas na área da publicidade


Para pôr fim a um processo de fuga aos impostos


2019-09-12 | Breves do Sector

Com uma experiência de gaming única


2019-09-12 | Breves do Sector

Tecnologia de comunicação NarrowBand-IoT permite recolha de dados de consumo