Reimagine 2017: “Everything computes”

2017-06-30 O desafio da transformação digital nos vários setores de atividade, as grandes tendências - da IOT ao big data e analítica, passando pela inteligência artificial, a mobilidade e a cloud - estiveram em análise no Reimagine 2017. Este evento da HPE, em parceria com a Intel, mostrou a importância das TI hibridas e da inteligência para garantir o processo e a velocidade de mudança nas empresas num mercado em acelerada digitalização. 

"Vivemos hoje num mundo hiperconectado, com acesso a quantidades crescentes de dados e de informação, e múltiplas interações digitais", começou por destacar Carlos Leite, diretor geral da Hewlett Packard Enterprise Portugal. Em paralelo, os mercados estão em profunda alteração e "quem não se transformar corre sérios riscos de desaparecer, porque há cada vez mais novos concorrentes com novas propostas de valor".

Perante esta realidade, a HPE dispõe de um portefólio de soluções para ajudar à transformação digital das empresas. Esta oferta assenta uma visão: que o sucesso das organizações passa por dominar e unificar dois elementos-chave, as TI híbridas e a inteligência nos dispositivos ligados à rede. Para simplificar a mudança, permitindo a gestão de forma simples de todos os problemas, o grupo aposta num leque de ofertas assentes na inovação, nas alianças e em aquisições. Além do apoio às startups, que trazem soluções inovadoras e aportam valor.

Também Agustín Gallego, da Intel, destacou que vivemos numa nova era da computação, onde "tudo está a mudar e precisamos de coisas diferentes". Há uma "fusão entre o que é negócio tradicional e digital", com novas competências que não conhecíamos e às quais temos que responder rapidamente. Representando os dados a inteligência, há que ter ferramentas eficazes para os analisar e processar, para conseguir diferenciar o negócio. A estratégia de data centers da Intel destina-se a acelerar o desenvolvimento de infraestruturas cloud, transformando todas as redes e apostando na standartização, para potenciar a transformação digital.

A transformação digital já está a ocorrer em todos os setores de atividade, mas a diferentes velocidades. Tendências como a inteligência artificial, a mobilidade das pessoas, a IoT, a cloud, o big data e a analítica e a robotização de processos são transversais a todas as áreas como apostas estratégicas para garantir o futuro, como ficou evidente no Painel "Everything computes", moderado pelo presidente da APDC, Rogério Carapuça.

No retalho, a transformação digital é uma realidade e está a acontecer em tudo, como refere Élio Ribeiro, da Jerónimo Martins. Tempo e facilidade no processo de compra são temas essenciais, mesmo em loja, pelo que estão a ser criados processos que procuram ajudar os clientes, nomeadamente a gerir a sua lista de compras e a encontrar facilmente os produtos. O que implica alterações em todas as áreas, desde a logística ao reabastecimento, passando por novas formas de pagamentos e pelos canais digitais, uma componente cada vez mais relevante para facilitar a experiência do utilizador.

Já na SCML, Luís Vallera refere que a prioridade é "passar para o século XXI", o que implica grandes desafios em áreas como o processo de decisão do negócio, o modelo de trabalho interno e o cliente. Tendo áreas distintas - os jogos e a ação social - a aposta tem sido no primeiro caso uma crescente digitalização, com o reforço do jogo online e na mobilidade, Já no segundo caso, a estratégia tem sido a de ajudar as pessoas.

Por sua vez, na banca, a transformação já chegou há muito, mas prossegue. Para Manuel Domingues, do Novo Banco, um grande desafio é o da interação com o cliente. Há que estar em todos os canais e sempre preparado para interagir, com respostas físicas e digitais. PO que implica ter capacidade de readaptação permanente. Mas para que isto aconteça é fundamental que o IT e o negócio sejam cada vez mais digitais, no âmbito da transformação digital. O que implica a definição e adaptação dos processos internos, que têm que ser redesenhados e pensados de forma diferente, assim como a transformação da força de trabalho, que tem que saber usar as ferramentas tecnológicas. As componentes financeira e de segurança são também essenciais. A tecnologia é fundamental, mas não é necessariamente o mais importante.

Por fim, na energia, a transformação digital está "a ser uma pilula difícil de digerir", como refere Gonçalo Oliveira, da Galp Energia, tendo em conta que os ciclos de investimento no setor ainda são muito longos e as alterações tecnológicas muito rápidas. Há cada vez mais projetos disruptivos a entrar no negócio e na cadeia de valor, numa base exclusivamente digital, com escalabilidade e agilidade, quando os operadores tradicionais ainda estão a desenvolver apps móveis. Com os modelos tradicionais de negócio a serem cada vez mais postos em causa, é preciso olhar os desafios, como os dos carros elétricos, como uma oportunidade.
 
 
 

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