Serviços postais recuam em tráfego e receitas até junho

2018-10-10 Os serviços postais registaram no primeiro semestre de 2018 uma redução de 6,2% do tráfego total e de 4% das receitas. O que se ficou a dever ao recuo de 6,4% do tráfego das correspondências, de 7,5% do correio editorial e de 12,3% da publicidade endereçada. A descida foi parcialmente compensada pelo aumento de 11,3% observado no tráfego de encomendas.

No total, o tráfego total dos serviços postais atingiu 385,5 milhões de objetos. O que, conjugado com a redução de 4% das receitas, o aumento de preços promovido pelos CTT em abril e a alteração da estrutura do tráfego, designadamente aumento do peso das encomendas, levou a um aumento da receita média por objeto de 2,3% face ao mesmo semestre do ano anterior.

A capitação postal atingiu 37,5 objetos postais por habitante e por semestre, tendo diminuído 2,4 objetos relativamente ao semestre homólogo. As correspondências representam cerca de 79,4% do tráfego postal, a publicidade endereçada 8,1%, o correio editorial 7% e as encomendas 5,5%. Cerca de 82,9% do tráfego estava abrangido pelos limites do serviço universal (SU) e do total de objetos distribuídos, 96,1% destinaram-se ao mercado nacional, enquanto os restantes 3,9% tiveram como destino outros países.

Em termos de quota de mercado, os CTT tinham uma quota de cerca de 91,2% do tráfego postal total, menos 1,6 pontos percentuais em relação ao período homólogo. Relativamente ao tráfego abrangido pelos limites do SU, fico com cerca de 97,5%.

As receitas geradas pelos prestadores de serviços postais totalizaram cerca de 313,9 milhões de euros, menos 4% do que no período homólogo, muito embora as receitas das encomendas tenham aumentado 10,2%. As receitas do tráfego abrangido pelos limites do SU representam 64,3% do total. 

No final de junho, existiram 14,8 mil trabalhadores afetos à exploração dos serviços postais, menos 0,2% face ao período homólogo. O número de pontos de acesso à rede aumentou 0,6%, o número de centros de distribuição aumentou 3,2% e a frota de veículos aumentou 4,2%. Este aumento dos pontos de acesso ocorreu em simultâneo com a redução de 5,4% do número de estações de correio dos CTT.

Quanto aos outros meios materiais (pertencentes na totalidade à concessionária do SU), verificou-se um aumento em termos homólogos do número de marcos de correio (+0,5%) e diminuições ao nível do número de apartados (-1,4%), do número de máquinas automáticas de venda de selos (-35,3%) e do número de postos onde apenas se podem adquirir selos (-7,5%).

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