Telefone móvel chega a quase 96% da população

2018-05-08 O número de assinantes do serviço telefónico móvel subiu 2,2% em 2017, graças à adesão aos planos pós-pagos/híbridos (mais 4,3%), sobretudo os associados a pacotes de serviços e às estações móveis afetas a M2M, que cresceram 12%. Segundo a Anacom, há 95,9% dos residentes em Portugal como telefone móvel.

No final de 2017, a penetração do serviço móvel era de 169,3 por 100 habitantes. Considerando apenas as estações móveis com utilização efetiva, a taxa de penetração em Portugal era de 127,8. Segundo dados do Barómetro de Telecomunicações da Marktest, no último trimestre do ano passado, 95,9% dos residentes em Portugal eram clientes do Serviço Telefónico Móvel (STM).

No total, o número de estações móveis habilitadas a utilizar o serviço atingiu os 17,5 milhões. Destas, 13,2 milhões (75,5% do total), foram efetivamente utilizadas. Excluindo o número de cartões associados a PC/tablet e a machine-to-machine (M2M), o número de cartões com utilização efetiva foi de 11,8 milhões. Em dezembro de 2017, cerca de 42% dos clientes adquiriram o serviço móvel integrado numa oferta multiple play com serviços fixos (41% em 2016).

Já quanto aos utilizadores efetivos de serviços típicos da banda larga móvel, eram 7,2 milhões (mais 9,5% que no ano anterior), o valor mais elevado registado até à data. O crescimento da utilização destes serviços está associado ao aumento dos utilizadores de Internet no telemóvel (mais 16,2%, face a 2016), à crescente penetração dos smartphones (74,9% do total de possuidores de telemóvel, em dezembro de 2017) e ao desenvolvimento das aplicações móveis.

Mesmo assim, e de acordo com a CE, a penetração da BLM em Portugal (65 por 100 habitantes), estava em julho de 2017 abaixo da média europeia (26.ª posição do Ranking da UE28).

Os dados do regulador mostram que o tráfego de voz móvel atingiu, em 2017, o valor mais elevado contabilizado até ao momento, tendo crescido 3,5% face a 2016 em minutos. O crescimento registado está associado ao aumento do número de assinantes e ao efeito das ofertas com chamadas a zero cêntimos, que promoveram um aumento do número de chamadas e da duração das mesmas. O número de minutos de conversação por estação móvel em 2017 foi, em média, de 191 por mês, mais 6 minutos que no ano anterior.

A evolução do tráfego de voz em 2017 deve-se, sobretudo, ao crescimento do tráfego off-net que, nos últimos cinco anos, cresceu a uma taxa média anual de 33,2% em termos de minutos, na sequência da introdução de ofertas em pacote sem diferenciação tarifária on-net/off-net. O tráfego on-net diminuiu 2,8%, pelo 6º ano consecutivo.

No que respeita ao envio de mensagens escritas, recuaram 10,8% face a 2016, uma queda idêntica à redução média dos últimos anos. O número médio mensal de mensagens enviadas por utilizador deste serviço foi de 178, o valor mais baixo até agora registado. O que se deve ao aparecimento de formas de comunicação alternativas: cerca de 54,7% dos utilizadores de telemóvel com 10 ou mais anos utilizava os serviços instant messaging no final de 2017.

Já o número de utilizadores do serviço de roaming internacional atingiu 1 milhão no final de 2017 (mais 12,2% que em 2016), representando 9,3% do total de estações móveis ativas com utilização efetiva excluindo PC/tablet e M2M. O tráfego de roaming apresentou em 2017 variações positivas em todos os tipos de tráfego, com destaque para o volume de tráfego de Internet em roaming out que aumentou 229% face a 2016, atingindo os valores mais elevados até à data. O crescimento verificado encontra-se associado à entrada em vigor em abril de 2016 das novas regras do roaming) e pela definitiva extinção das tarifas de roaming em 15 de junho de 2017.

No final de 2017, o volume de receitas acumuladas dos serviços a clientes finais (excluindo receitas de serviços integrados em pacote) foi de 1,32 mil milhões de euros, menos 3,1% que no ano anterior. A receita média mensal por assinante foi de 9,7 euros.

A MEO continua a ser o prestador com a quota mais elevada (43,7%) de estações móveis com utilização efetiva, seguindo-se a Vodafone (29,8%). A NOS tinha uma quota de 24,3%, registando a maior subida, de 1,1 pontos percentuais.

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