Tráfego e receitas postais diminuem entre janeiro e junho com COVID-19

2020-09-01 A pandemia da COVID-19 provocou alterações dos padrões de utilização dos serviços postais e dificuldades operacionais que impactaram o tráfego e as receitas dos serviços postais. Resultado: no 1º semestre, o tráfego total dos serviços postais caiu 13,5%, na que foi a descida mais significativa desde 2005. Verificou-se igualmente uma aceleração da tendência de queda do tráfego nacional e internacional de saída e uma diminuição do tráfego internacional de entrada, mostram os dados da Anacom.

O impacto também se fez sentir nas receitas de serviços postais, que totalizaram cerca de 294,5 milhões de euros, menos 5,6% do que no primeiro semestre de 2019. Trata-se da maior redução de receitas desde o início da recolha destes indicadores, em 2012.

Por outro lado, o tráfego de encomendas cresceu 20,8%, o maior aumento desde o primeiro semestre de 2013. As encomendas tinham diminuído cerca de 19% na semana em que foi declarado o estado de emergência (16 a 22 de março) mas, depois desse impacto inicial, o tráfego aumentou, atingindo o seu volume mais elevado nas primeiras semanas de maio.

Destaca-se que desde meados de maio se tem verificado uma tendência de queda do tráfego, encontrando-se o volume de tráfego no final de julho a um nível semelhante ao anterior à declaração de pandemia. O peso das encomendas no total do tráfego situou-se nos 9%, o valor mais elevado registado até ao momento.


Do total de objetos distribuídos, 96,1% destinaram-se ao mercado nacional, enquanto os restantes 3,9% tiveram como destino outros países. As correspondências representaram 76,9% do tráfego postal, enquanto o correio editorial e a publicidade endereçada corresponderam a 7,5% e 6,6%, respetivamente.

Cerca de 78,1% do tráfego e 56,3% das receitas corresponderam a serviços postais compreendidos no âmbito do serviço universal (SU). O peso do SU no total do tráfego desceu 4,0 pontos percentuais em comparação com o 1.º semestre de 2019.

No que respeita aos recursos humanos, contabilizaram-se cerca de 14,4 mil trabalhadores afetos à exploração dos serviços postais. O número de trabalhadores diminuiu 3,7% relativamente ao semestre homólogo. Trata-se da maior queda verificada desde o primeiro semestre de 2012. A variação ocorrida terá sido influenciada pelos efeitos da pandemia.

Neste semestre, o número de estações de correio dos CTT aumentou 0,9% em relação ao semestre homólogo, enquanto o número de postos de correios diminuiu 0,7%.

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