Tráfego postal tem perda acumulada de quase 16% desde 2013

2018-05-23 O tráfego postal manteve-se em queda no ano passado, seguindo a tendência registada desde 2013. No total, já perdeu 15,9%, tendo o recuo em 2017 sido de 5,1%, para 781 milhões de objetos postais. Já o negócio das encomendas postais regista um ganho acumulado de28,2%, tendo registado em 2017 um ganho de 2,1%. O desenvolvimento do comércio eletrónico global justifica este movimento.

Dados da Anacom para o 4º trimestre do ano passado mostram a nova redução do tráfego postal, para a qual em contribuído sobretudo a substituição da utilização das comunicações postais por comunicações eletrónicas. Só o tráfego internacional de entrada, que representa apenas 5% no tráfego postal total, conseguiu ter um comportamento positivo, ao registar um aumento de 6,5% em 2017.

Por sua vez, as encomendas representaram no ano passado 5,1% do tráfego total, mais 0,2 pontos percentuais que em 2016. Entre 2013 e 2017, o crescimento acumulado foi de 28,2%, com um ganho médio anual de 6,4%. Em 2017, o aumento foi de 3,1%, com destaque para o tráfego internacional de entrada de encomendas, que aumentou 17,4%, facto que está relacionado com o desenvolvimento do comércio eletrónico global.

Os CTT tinham no ano passado uma quota de 92,2% do tráfego total, enquanto os outros 68 prestadores presentes no mercado tinham os restantes 7,8%. Desde 2013, os CTT reduziram a sua quota em 2,5 pontos percentuais. Quanto ao volume de negócios, as receitas geradas pelos prestadores legalmente habilitados para a prestação de serviços postais rondaram 649 milhões de euros, mais 1,7% que em 2016. As correspondências e as encomendas são responsáveis por 67,3% e 25,8% da receita, respetivamente.

A receita média por objeto (excluindo o tráfego de entrada) subiu 7,1% face a 2016, para 0,83 euros, facto que se deve ao aumento de preços promovido pelos CTT em 4 de abril de 2017, pelo valor máximo permitido, e à evolução das receitas de outro prestador.  No caso das encomendas, a receita média unitária foi de 4,23 euros em 2017, mais 4,7% relativamente a 2016.

Em 2017, o número de pontos de acesso à rede aumentou 0,9%, sobretudo pelo aumento de 9,2% do número de pontos de acesso de outros prestadores que não os CTT. Os CTT aumentaram os pontos de acesso à rede em 0,2%, aumento que ocorreu em simultâneo com a redução do número de estações dos correios. Releve-se que os CTT cumpriram os critérios de densidade de rede em vigor em 2017.

Em consequência do aumento do número de pontos de acesso à rede, a cobertura postal (14,9 pontos de acesso por 100 quilómetros quadrados) e a densidade postal (749 habitantes por ponto de acesso) melhoraram.

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