Utilização da banda larga cresce em 2016

2017-04-06 O mercado nacional ficou, no final de 2016, com 3,38 milhões de acessos em banda larga fixa e 6,5 milhões em banda larga móvel. Números que mostram, respetivamente, aumentos de 7,4% e de 17,3% face ao ano anterior. Com crescimentos significativos nas receitas e no tráfego, mostram os dados mais recentes da Anacom.

O número de acessos à Internet em banda larga fixa cresceu 7,4%, atingindo os 3,38 milhões no ano passado. A fibra ótica foi a tecnologia que mais contribuiu para este reforço do número de acessos, já que registou um aumento de 30,4%, o equivalente a 254 mil novos acessos.  Apesar do crescimento da fibra, o modem cabo continua a ser a principal forma de acesso à Internet em local fixo, representando 33,1% do total de acessos. A seguir à fibra ótica, foi a tecnologia que mais cresceu em 2016 (o número de acessos aumentou 5,4%).

Já o LTE (acesso fixo que utiliza tecnologia móvel 4G) foi a terceira principal fonte de crescimento do número de acessos à Internet em 2016, com mais 46 mil acessos. Esta tecnologia representava no final do ano cerca de 7,4% do total de acessos. Em contrapartida, o número de acessos através de ADSL intensificou a tendência de queda, caindo 12%, com recuos em todos os trimestres.

Na Internet em banda larga móvel, o número de utilizadores efetivos do serviço de acesso à atingiu 6,5 milhões, mais 17,3% do que em 2015, aumentando acima da média dos últimos quatro anos (16,9%). Embora o número de utilizadores através de tablet/PC tenha diminuído, o crescimento de utilizadores de smartphones e de Internet no telemóvel mais do que compensou essa queda.

Em termos de taxa de penetração, a banda larga fixa em Portugal representava no final do ano passado 32,6 acessos por 100 habitantes, mais 2,3 pontos percentuais face a 2015. Sendo que a taxa de penetração dos clientes residenciais de banda larga fixa era de 47 clientes por 100 alojamentos e 68,3 clientes por 100 famílias clássicas. Já na banda larga móvel, a penetração aumentou 9,2 pontos percentuais, atingindo 62,6 utilizadores por 100 habitantes.

No final de 2016, cerca de 99,8% dos clientes do serviço de acesso à Internet em banda larga fixa tinham adquirido o serviço no âmbito de um pacote de serviços, mais 3,6 pontos percentuais.

Quanto a quotas de mercado em termos de acesso, na internet de banda larga fixa, o MEO ficou com 40,9% do total (44% no período homólogo); seguindo-se a NOS, com 37,4% (36,4% em 2015), a Vodafone com 17,3% (a entidade cuja quota mais cresceu em 2016, 2,5 pontos percentuais), e o Grupo Apax (NOWO e ONI), com 4,2% (4,4% em 2015).

Na banda larga móvel, a MEO tem uma quota de clientes de 39,4% (43,9% em 2015), seguindo-se a NOS, que subiu a sua quota de 28,4% para 30,9%. Já a Vodafone também subiu a sua quota de 27,4% em 2015 para 28,9% em 2016. O grupo APAX tem 0,6%.

Em 2016, o tráfego médio mensal por acesso de banda larga continuou a subir: 31,6% no caso da banda larga móvel e 13,8% na banda larga fixa, para 1,64 GB e 61,3 gigabits, respetivamente. Trata-se, em ambos os casos, dos valores mais altos registados até à data.

No final de 2016, cerca de 43% dos subscritores do serviço de banda larga fixa tinham acessos com velocidades de download teóricas acima dos 100 Mbps. 
O total de receitas provenientes do serviço de acesso à internet, stand-alone e de pacotes multiple play que incluem este serviço, totalizou 1,69 mil milhões de euros em 2016, mais 12% que no ano anterior. O que se ficou a dever ao acréscimo das receitas de 3P, 4P e 5P (representavam 89,8% do total de receitas). Já as receitas do serviço de acesso à banda larga móvel atingiram 347 milhões de euros em 2016, mais 13,4% do que em 2015.
 

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