Vodafone lança 5G Hub e reforça parceria com Ericsson

2018-06-06 Chama-se 5G Hub e assume-se como um laboratório de inovação aberto a todos os parceiros, para desenvolver tecnologia que tire partido de todas as potencialidades da tecnologia de quinta geração móvel. Foi hoje apresentado pela Vodafone Portugal, que anunciou ainda o reforço da parceria estratégica com a Ericsson Portugal, com vista à construção e desenvolvimento do 5G no mercado nacional.

Como salientou o CEO da Vodafone, Mário Vaz, este é um laboratório aberto a todos os que se quiserem juntar ao projeto, que siva criar um ecossistema propício ao desenvolvimento de novas tecnologias que tirem partido das potencialidades do 5G.  Até porque nesta fase esta nova geração existe ainda em termos laboratoriais, estando numa fase piloto, sendo agora necessário saber tirar partido do seu potencial para novos modelos de negócio e para os vários use cases.

“Queremos preparar a nossa rede e o país para que seja ‘5G ready’. É por isso que estamos qui hoje”, acrescentou o gestor, destacando que o mercado nacional tem a vantagem competitiva, nesta fase de desenvolvimento, se ser de pequena dimensão, o que torna fácil experimentar em pequena escala, e tem também um significativo know-how. “Esta é uma oportunidade para o país e para a competitividade. O 5G não se pode ver apenas como uma oportunidade de receitas quando foram lançados os concursos de espetro”, acrescentou.

Em paralelo, foi anunciada uma parceria estratégica com a Ericsson para a construção e desenvolvimento do 5G no mercado nacional, o que passará também pelo novo laboratório. As duas empresas tinham já assinado um memorando de colaboração neste âmbito.  Segundo o Presidente da Ericsson Portugal, Luís Miguel Silva, “já aconteceu muita coisa nos últimos meses no 5G e estamos entusiasmados com o que o futuro nos trará. O 5G passou de uma ficção à realidade e vai transformar o trabalho e o lazer”.

De acordo com estudos da fabricante, cerca de 20% da população mundial terá redes com cobertura 5G em 2023, altura em que haverá 30 mil milhões de dispositivos conectados, o que terá um significativo impacto na experiência do utilizador e na transformação digital das empresas e das cidades. Espera-se ainda que o tráfego móvel cresça em média 40% por ano.
Também em Portugal haverá impactos, estiando-se que até 2026 a indústria investa cerca de 1,36 mil milhões de euros na digitalização, sendo o 5G determinante para impulsionar a inovação.

O 5G Hub tem já no projeto o Instituto Superior Técnico e a Faculdade de Engenharia do Porto, assim como a UPTEC, parque tecnológico que dá apoio e mentoria a startups, e o Vodafone Power Lab, a incubadora de empreendedorismo do operador. Está agora aberto a todos os players.

Neste laboratório, a Vodafone compromete-se a criar condições para se testarem e concretizarem casos práticos, disponibilizando rádios 5G standard, o acesso a uma rede core e a plataformas de serviços. Serão ainda instaladas antenas 5G nos polos universitários que integrem o Hub, para que os alunos tenham acesso à tecnologia e consigam materializar as suas ideias.

No evento esteve presente o secretário de Estado das Infraestruturas, Guilherme W. d’Oliveira Martins, que salientou a importância da iniciativa, enquanto potenciador de efeitos verdadeiramente disruptivos. Sendo a digitalização um vetor chave para a competitividade da economia nacional e para o trabalho qualificado, ao Estado cumpre criar as condições para que o país possa alcançar posições cimeiras, nomeadamente através do reforço da qualificação das pessoas e nas suas competências digitais. 

No 5G Hub, que se situa na sede da Vodafone, foram demonstrados cinco use cases desenvolvidos pela Ericsson, sob a rede de testes 5G da Vodafone e com tecnologia 5G da Ericsson nas áreas de condução remota, Internet of skills, internet of eyes e gaming imersivo. Assim, foi possível telecomandar um carro à distância que realizou um percurso no Parque das Nações, assistiu-se à simulação de uma cirurgia em ambiente de realidade virtual, demonstrou-se como múltiplas câmaras fazem streaming, enquanto uma máquina inteligente deteta objetos e determina a sua localização em tempo real, e evidenciaram-se as nossas possibilidades potenciadas pelo 5G para os consumidores, como a baixa latência e o motion tracking dinâmico.

Espera-se que as primeiras ofertas comerciais de 5G surjam em 2020, permitindo velocidades até 20 Gbps e uma latência muito reduzida. Até lá, terá ainda que se disponibilizar e licenciar o necessário espetro, o que deverá ocorrer até final do próximo ano.

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