Web Summit: alertas para os perigos do digital sobem de tom

2018-11-09 Terminou mais uma edição da Web Summit, que voltou a bater recordes como a maior cimeira europeia de tecnologia.  Os temas em debate foram múltiplos, as oportunidades de negócio também. Analisaram-se as oportunidades e os benefícios do digital, mas multiplicaram-se também as advertências em torno dos seus perigos, cada vez mais evidentes. O criador da Internet, Tim Berners Lee, deixou claro na abertura que preciso “salvá-la”, através de um contrato entre governos, empresas, organizações e cidadãos. O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, encerrou os quatro intensos dias a pedir para se usar a revolução digital para o diálogo e a paz.

A edição deste ano da Web Summit esgotou a três dias da sua realização. Dados da organização indicam que estiveram na cimeira tecnológica 69.304 participantes de 159 países. Oradores foram 1200, em 24 palcos distintos. E mais 1800 startups marcaram presença, assim como mais de 1500 investidores. Quem lá esteve na andou 935.604 quilómetros durante a semana e bebeu 363.848 cafés. Os participantes marcaram cerca de 554 mil palestras nos seus horários pessoais, foram enviadas mais de 180 mil mensagens na app do evento e vistos mais de 813.500 perfis.

Marcelo Rebelo de Sousa deixou no encerramento, perante um Altice Arena completamente cheio, três novos desafios: com mais 10 anos de Web Summit, todos os anos teremos que fazer melhor e diferente, criando a partir de Lisboa uma plataforma digital para todo o mundo; o mundo digital não pode esquecer toda a sociedade nem deixar ninguém para trás; o digital é liberdade, diálogo, tolerância e economia e sociedade abertas, e temos que lutar por isto, já que hoje no mundo vemos exatamente o oposto.

A Web Summit nasceu em 2010, em Dublin, na Irlanda, e mudou-se para Lisboa em 2016. Agora, e depois de uma corrida
onde estiveram cerca de 20 cidades europeias, vai ficar mais 10 anos no país. O acordo foi assinado em outubro, negociando-se contrapartidas anuais de 11 milhões de euros (8 milhões do governo e 3 da Câmara de Lisboa) e a expansão da FIL. Um investimento que para as entidades nacionais se justifica. Só o impacto económico gerado pela edição de 2017 está estimado em 300 milhões euros.

Dos debates ficou claro que a internet não está preparada para os tempos que vivemos e que as redes sociais poderão estar a acabar com as democracias como as conhecemos. Fake news, ataques, extremismos, utilização indevida de dados… São todos problemas que resultam da ação humana e não de algoritmos e que é preciso resolver urgentemente. O problema é como.

Eleições, Trump, Brexit, China e Rússia foram temas abordados e muitos pediram regulação urgente e inteligente, sobretudo para as tecnológicas, alertando que a internet já é, neste momento, um lugar muito perigoso. A inteligência artificial e a forma como poderá mudar o mundo nos próximos anos também dominou. A Robot Sophia voltou a estar em palco, ao lado do novo amigo robot Han, para mostrar a evolução, com a aposta na área das emoções. Mas acabou por quase nem falar, por falhas na ligação à internet…
 

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