Web Summit mostra potencial e riscos da tecnologia

2017-11-09 Carros voadores da Uber já em 2020, fake news, luta pela igualdade dentro das empresas, cibersegurança e a necessidade de uma nova Convenção de Genebra para o digital. E sempre, sempre o tema da inteligência artificial em debate, tal como o futuro da humanidade, num mundo cada vez mais tecnológico. Foi assim o terceiro da Web Summit no palco principal, no Altice Arena.

No dia do protesto dos motoristas da Uber, Cabify e Chofer, a Uber aproveitou o Central Stage da Web Summit para anunciar que terá carros a voar já em 2020 nos céus de Los Angeles. Jeff Holden, responsável de produto, apresentou mesmo vários protótipos de carros autm´nomos e carros voadores. E, graças a um acordo com a agência espacial americana NASA para a gestão do tráfego aéreo nas cidades, o UberAIR começará as operações dentro de pouco mais de dois anos.

No Altice Arena, falou-se também de Sillicon Valley e da forma como tem estado desligada da realidade, como forma de inovar, que se começam agora a assustar com temas como a inteligência artificial e a realidade virtual.  Igualdade de género e assédio dentro das empresas também foram tema, nomeadamente o silêncio que persiste em torno do problema, que não é apenas das mulheres, mas de todos.

Brad Parscale, o diretor digital da campanha de Donald Trump, também passou pela Web Summit e o tema dominante foi o das fake news e o poder das redes sociais, com destaque para o Facebook. O que está a colocar o jornalismo sob ameaça, quando a comunicação social é a espinha dorsal das democracias.

Mas o facto é que a tecnologia beneficiar toda a gente. O problema reside na forma como é usada a favor das pessoas, como destacou Pat Gelsinger. É que há vários "super-heróis", como os smartphones, a realidade virtual ou a inteligência artificial que ajudam a resolver grandes problemas em todas as áreas.  No entanto, a tecnologia é ainda uma força que não se entende muito bem. E onde é que as pessoas vão investir o dinheiro que têm em 2018? Exatamente na tecnologia, porque há muitas coisas a acontecer. Sobretudo na área da inteligência artificial-

A cibersegurança é hoje o tema quando se fala em tecnologia, num num mundo cada vez mais digital. O tema foi abordado por Brad Smith, presidente da Microsoft, que deu múltiplos exemplos que mostram os riscos que corremos. E destacou que 90% dos ataques começam sempre de igual forma, através de um email e um link que alguém carrega. Mantar um mundo seguro não pode ser um objetivo apenas de alguns, mas de todos e há que trabalhar em conjunto nesse sentido. O líder da Microsoft defende mesmo a necessidade de criar uma "nova Convenção de Genebra para o digital", com um conjunto de regras definidas e aceites por todos os governos.

E como será a humanidade 2.0, numa nova realidade hibrida, entre o mundo real e o mundo digital? William Sargent, CEO da Framestone, admite que não é estranho pensar num mundo "engolido pela tecnologia", tendo em conta os desenvolvimentos que se esperam na realidade virtual e aumentada ou na inteligência artificial, que vão mudar tudo nos próximos 5 anos. "Temos a responsabilidade de perceber o impacto, o custo e o risco das inovações para saber o que interessa em cada momento", alertou. "Hoje, como comunidade, temos que definir o nosso futuro. Estou otimista e cauteloso. Cauteloso porque há muito para fazer. Otimista porque a humanidade é resiliente e todas as possibilidades estão abertas", rematou.

O dia terminou a discutir o papel dos líderes de empresas em construir uma cultura autêntica. Para Dustin Moskovitz, CEO da Asana, empresa que criou depois de sair do Facebook, onde foi co-fundador, tentar é a grande máxima. E não há que ter medo de errar, sendo focado nos números, objetivos e metas. Já para Wladimir Klitschko há que ser "obcecado por um objetivo e ter uma missão", além de paciência e otimismo.
 

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