Ericsson lança serviços de rede para massificação da IoT

2017-07-17 Numa altura em que as primeiras redes comerciais da Internet of Things (IoT) estão a ser implementadas, a Ericsson complementa as suas ofertas de software de IoT móvel e de IoT Accelerator com um conjunto completo de serviços de rede. Estes permitem que os operadores consigam endereçar de uma forma mais eficiente a implementação e a operação do grande número equipamentos IoT que está a ser integrado das redes LTE.

Compatíveis com as tecnologias Cat-M1 (também designada como LTE-M) e Narrow Band IoT (NB-IoT), estes serviços incluem o design, a otimização, implementação, operação e gestão da rede IoT. São também suportados pela oferta de Support Services recentemente expandida.

“Prevemos que os equipamentos IoT ultrapassem os telefones móveis, como a maior categoria de dispositivos conectados, já em 2018. De acordo com o recente Mobility Report da Ericsson, existirão 18 mil milhões de equipamentos IoT conectados em 2022. Este enorme crescimento exige que o planeamento, o design, a operação e a capacidade de rede sejam alvo de uma abordagem diferente face àquela utilizada nas redes de banda larga móvel tradicionais”, refere Peter Laurin, responsável máximo pela Business Area Managed Services da Ericsson.

A fabricante apresentou ainda novos recursos de software de IoT, como o suporte para Voice over LTE (VoLTE) para Cat-M1. Isto vai permitir aos operadores explorarem novos cenários de utilização onde o suporte de serviços de voz por parte dos equipamentos IoT pode ser vantajoso, abrindo novas oportunidades de expansão dos serviços empresariais para áreas distintas, como a dos painéis de alarmes de segurança, kits de primeiros socorros remotos, wearables, fechaduras digitais, roupas de segurança descartáveis, e outros tipo de aplicações e serviços habilitados para a IoT.

“Os operadores necessitam de parceiros que os ajudem a introduzir as novas tecnologias de uma forma rápida e sem problemas. Isto é especialmente relevante no caso do LTE-M e do NB-IoT. Enquanto melhoramentos do LTE, estes parecem representar a competência central dos operadores. No entanto, o LTE-M e o NB-IoT serão usados e terão de funcionar de uma forma totalmente nova. A sua implementação, a forma como o tráfego que geram é tratado e a gestão dos serviços, existem para permitir serviços de rede que oferecem um portfólio abrangente de competências. A aprendizagem automática e a inteligência artificial não são apenas chavões, são ferramentas fantásticas e essenciais utilizadas pela Ericsson nas redes, que ajudam os operadores a gerir todos os novos dispositivos que terão de servir no futuro”, explica Jamie Moss, analista principal da área de Consumer Technology and IoT da Ovum.

Os serviços de rede e o software da Ericsson que suporta VoLTE nas redes rádio e core já estão já comercialmente disponíveis.

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