IBM põe tecnologia ao serviço da saúde

2017-08-24 Chama-se Microbiome Immunity Project e é uma iniciativa dinamizada pela World Community Grid da IBM. Vai utilizar o poder de processamento excedentário dos computadores, tablets ou smartphones de utilizadores voluntários com o objetivo de realizar milhões de experiências virtuais para ajudar cientistas do Broad Institute of MIT and Harvard, do Massachusetts General Hospital, da University of California San Diego e do Simon Foundation do Flatiron Institute.

Este projeto visa mapear os três milhões de genes bacterianos encontrados no microbioma humano - a bactéria que vive no corpo humano e que se acredita que afeta a saúde - e prever a estrutura das suas proteínas associadas. O estudo pretende entender melhor a interação do microbioma com a bioquímica humana e determinar como essa interação pode contribuir para doenças autoimunes, como diabetes tipo 1, doença de Crohn e colite ulcerosa – doenças que afetam centenas de milhões de pessoas em todo o mundo e que estão a ser diagnosticadas cada vez com maior frequência. Com uma melhor compreensão, os cientistas poderão assim prevenir e tratar mais facilmente essas doenças.

Uma vez que estudar todo o microbioma humano seria quase impossível com os métodos tradicionais, o poder de processamento de supercomputação é partilhado através da World Community Grid da IBM. Ou seja, qualquer pessoa com um computador e uma ligação à internet pode juntar-se a esta comunidade e inscrever-se para apoiar o Microbiome Immunity Project.

Na prática, basta descarregar de forma segura um programa de software que, ao detetar que um dispositivo não está a ser utilizado, permite que este utilize a sua capacidade de computação para executar uma determinada tarefa, neste caso em nome dos cientistas.
Os dados resultantes de milhões destas atividades serão depois analisados pela equipa de investigação. Os investigadores vão disponibilizar esses dados a outros cientistas, acelerando o avanço do conhecimento científico – e, em última instância, melhorando os tratamentos – de doenças autoimunes.

Desde a sua fundação em 2004, a World Community Grid apoiou 29 projetos de investigação em áreas como o cancro, HIV/SIDA, Zika, água limpa, energias renováveis e outros desafios humanitários. Até à data, a World Community Grid, alojada na IBM Cloud, possibilitou que investigadores utilizassem um poder de supercomputação equivalente a 500 milhões de dólares de forma gratuita.

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