Startup portuguesa Heptasense selecionada para programa europeu

2019-04-03 A Heptasense, uma startup portuguesa, foi selecionada para entrar no ‘Data Pitch’, um ambicioso projeto europeu que promete acelerar startups oriundas de todo o continente. As startups são convidadas a resolver uma série de desafios, todos relacionados com o uso intensivo de dados. A Beta-i, em parceria com a Comissão Europeia, assegura a coordenação deste programa de aceleração.

A Heptasense, que já tem a sua tecnologia instalada em fábricas da Mercedes, desenvolveu um avançado software de reconhecimento tridimensional de gestos, que corre numa plataforma de inteligência artificial, e que pode ajudar a prevenir acidentes na estrada, ou a gerar alertas para equipas de socorro em tempo real.

Um dos maiores responsáveis pelo excesso de trânsito, e consequentemente, pelas altas emissões de carbono, são os acidentes. Este problema é ainda maior nas autoestradas, por ser ainda mais difícil de detetar a tempo, o que o torna também complicado de gerir depois. A solução da Heptasense também retira informação das câmaras de vigilância de trânsito, ao mesmo tempo que integra dados de meteorologia, histórico de acidentes e GPS, para prever e antecipar padrões, de forma a que as equipas de socorro no terreno possam estar o melhor preparadas possível.

A Heptasense é uma das 29 novas startups selecionadas para o programa, num evento que teve lugar no Google Campus, em Londres. Este último grupo (o programa entra no seu terceiro e último ano) eleva para 47 o total de startups que receberam 100 mil euros de financiamento a fundo perdido (sem qualquer tomada de capital), mentoria de especialistas, oportunidades de investimento, bem como acesso a dados gerados por várias grandes empresas, e pelo sector público.    

Oriundas de países tão diversos como Portugal, Reino Unido, Itália, Alemanha, Estónia, Dinamarca, França, Espanha, Lituânia e Holanda, cada startup vai dedicar-se a resolver um desafio específico, em setores que incluem o farmacêutico, indústria automóvel, mobilidade, energia, finança, telecomunicações ou privacidade. Alguns destes desafios foram propostos por algumas das mais relevantes empresas da Europa, incluindo a gigante da tecnologia Konica-Minolta, a Altice ou grupo português José de Mello Saúde.

O projeto é coordenado pela Beta-i, e conjunto com a Universidade de Southampton, o Open Data Institute e a plataforma francesa de dados Dawex. A iniciativa, cuja fase operacional arranca oficialmente hoje, será financiada pelo programa de pesquisa e inovação Horizonte 2020, da União Europeia, e cada startup ficará no programa por seis meses.

Para Ricardo Marvão, co-fundador e Head of Education da Beta-i, “esta é uma fantástica oportunidade para construir uma plataforma de colaboração entre startups e empresas que cubra toda a Europa. As startups vão ter a oportunidade de aceder a enormes blocos de dados, provenientes de algumas das maiores empresas europeias, de forma a tentar resolver desafios previamente identificados, recorrendo ao desenvolvimento de novos produtos e serviços. Este acelerador Europeu congrega um vasto e diverso lote de indústrias, a trabalhar de forma envolvente e colaborativa, e nós vemos esta oportunidade como uma hipótese para recorrer à nossa experiência, enquanto expandimos o nosso know-how e metodologias.”

A ambição passa por criar todo um ecossistema de inovação para a Europa, um espaço onde as grandes empresas possam trabalhar de perto com startups ágeis, de forma a que possam inovar e aprender uns com os outros, recorrendo aos dados como base de partida para resolver os problemas.

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